domingo, 24 de agosto de 2014
METEORITO RIO DO PIRES. UM VISITANTE DO UNIVERSO BEM PERTO DE NÓS.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Meteoritos Baianos

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Além do grande Meteorito Bendegó, outros meteoritos foram encontrados em território baiano.
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METEORITO VITÓRIA DA CONQUISTA

Com cerca de 25 cm de comprimento, pesa 10,5 kg. Está exposto na Universidade do Sudoeste da Bahia.
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METEORITO PALMAS DE MONTE ALTO

Com cerca de 60 cm de comprimento, pesa 150 kg. Está exposto na prefeitura de Palmas de Monte Alto.
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METEORITO QUIJINGUE

METEORITO QUIJINGUE

O Meteorito Quijingue é classificado como um palasito.
A amostra acima é um fragmento de 750 gramas, representando aquele corpo que, inteiro pesava 54 kg. Pertence ao acervo do Museu Geológico da Bahia - MGB, da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do Estado da Bahia - SICM.
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METEORITO RIO DO PIRES

METEORITO RIO DO PIRES

O Meteorito Rio do Pires é classificado como um condrito. Pesa 85 gramas. Pertencente à Coleção Wilton Carvalho, encontrando-se atualmente exposto no Museu Geológico da Bahia - MGB, da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do Estado da Bahia - SICM.
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Informações fundamentalmente fornecidas por Wilton Pinto de Carvalho
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Marcadores: Bahia, meteoritos
Disponível em: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=1427517636150935652#editor/target=post;postID=4107726815813610682. Acesso em 24 de Agosto de 2014

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Além do grande Meteorito Bendegó, outros meteoritos foram encontrados em território baiano.
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METEORITO VITÓRIA DA CONQUISTA

Com cerca de 25 cm de comprimento, pesa 10,5 kg. Está exposto na Universidade do Sudoeste da Bahia.
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METEORITO PALMAS DE MONTE ALTO

Com cerca de 60 cm de comprimento, pesa 150 kg. Está exposto na prefeitura de Palmas de Monte Alto.
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METEORITO QUIJINGUE

METEORITO QUIJINGUE

O Meteorito Quijingue é classificado como um palasito.
A amostra acima é um fragmento de 750 gramas, representando aquele corpo que, inteiro pesava 54 kg. Pertence ao acervo do Museu Geológico da Bahia - MGB, da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do Estado da Bahia - SICM.
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METEORITO RIO DO PIRES

METEORITO RIO DO PIRES

O Meteorito Rio do Pires é classificado como um condrito. Pesa 85 gramas. Pertencente à Coleção Wilton Carvalho, encontrando-se atualmente exposto no Museu Geológico da Bahia - MGB, da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do Estado da Bahia - SICM.
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Informações fundamentalmente fornecidas por Wilton Pinto de Carvalho
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Marcadores: Bahia, meteoritos
Disponível em: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=1427517636150935652#editor/target=post;postID=4107726815813610682. Acesso em 24 de Agosto de 2014
domingo, 6 de julho de 2014
AQÜÍFERO GUARANI: VÍTIMA DA COBIÇA E DA DEGRADAÇÃO
O Aqüífero Guarani, a maior reserva de água pura do
mundo, está presente no subsolo de quatro países da América do Sul.
Embora a maioria da população desconheça a sua importância, grandes
grupos econômicos o cobiçam, ao mesmo tempo em que setores do agrobusiness o degradam.
Em 1999, uma missão de identificação de projetos do Banco Mundial, em Washington, chefiada pela consultora americana K. Kemper, esteve no Brasil, visitando a Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, e a Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, em Brasília.
O objetivo era confirmar informações do governo americano sobre o potencial de água subterrânea nos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, de Minas Gerais, de Goiás, do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso.
Sob a coordenação de Gabriel Azevedo, chefe para Recursos Hídricos do Banco Mundial na época, em Brasília, foi realizada, em julho de 2000, em Foz do Iguaçu, a primeira reunião de preparação de uma mega iniciativa: o Projeto para a proteção ambiental e manejo sustentável do Aqüífero Guarani. A iniciativa objetivava reunir informações e conhecimento sobre esta reserva. O interesse internacional estava confirmado.
Gabriel Azevedo acabou ganhando prestígio em Washington, por viabilizar o acesso e controle das informações estratégicas sobre o Aqüífero Guarani ao Banco Mundial. Alguns anos depois, foi promovido a chefe de todos os projetos de biodiversidade da entidade no Brasil. A partir de 2001, sob a influência direta do então ministro do Meio Ambiente, Zequinha Sarney, a coordenação do projeto do Aqüífero Guarani passou para as mãos do geólogo Luiz Amore.
Tendo integrado a primeira Unidade Nacional de Preparação do Projeto, iniciei campanha pela difusão da existência dessa riqueza, com a edição do livro O grito das águas. Conseqüentemente, fui afastado de todas as discussões sobre o projeto, principalmente por ter denunciado que o Banco Mundial liberaria mais de US$ 25 milhões apenas para pesquisa e levantamento de informações estratégicas. Não foram destinados recursos para a divulgação dos riscos de contaminação da reserva, tão pouco para conscientização da população.
Curiosamente, na mesma época, indústrias multinacionais como a Nestlé e Coca-Cola começaram a comprar todas as fontes de água localizadas nas áreas de recarga e afloramento do Aqüífero, dando início a conflitos pelo uso da água, especialmente em São Lourenço, Minas Gerais, e na região do Chaco, Paraguai.
Se, por um lado, grandes indústrias buscam apropriar-se das áreas do Aqüífero para extrair, se beneficiar e lucrar, existem outras formas de degradação igualmente nocivas, que podem agravar a dificuldade de acesso da população a essa riqueza.
Por estar sob áreas agrícolas produtivas, as águas subterrâneas correm sérios riscos de contaminação, principalmente pelo uso indiscriminado de agrotóxicos, despejos de resíduos
Além disso, trata-se de uma região com alta produção de álcool e açúcar, havendo queimadas terríveis, além de despejar diretamente na terra resíduo tóxico da produção da cana. Vale lembrar que a região controla mais de 90% do mercado mundial de suco de laranja. Talvez esse seja o motivo pelo qual o governo nada faz para punir as agressões ambientais.
No segundo caso, o risco se agravou muito desde que o governador Marcone Perillo fez a Assembléia Goiana votar a lei que cria o Marco Regulatório do Saneamento, seguindo orientação do BID. Assim, fica aberta a possibilidade de privatização das águas do estado e "venda de excedentes de produção".
Reação da sociedade civil
Em junho de 2003, por iniciativa da deputada federal Selma Schons, do Paraná, foi criada, no Congresso Nacional, a Frente Parlamentar em Defesa da Pesca e das Águas. Com o apoio do Movimento Grito das Águas, a Frente levou para a Câmara dos Deputados a preocupação da sociedade com o futuro desse patrimônio natural.
Com o lançamento da Campanha da Fraternidade de 2004, cujo lema foi Água, Fonte de Vida, a questão ganha dimensão nacional, com o envolvimento de mais de 30 mil comunidades em todo o país. Como resultado concreto, surge a Defensoria da Água, um colegiado de instituições unidas em defesa da sociedade nas demandas em relação ao uso, acesso e contaminação das águas. A Defensoria conta com a participação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Ministério Público Federal, Universidade Federal do Rio de Janeiro, entre outras.
Além disso, recentemente, entre 17 e 20 de março, foi realizado em Genebra, Suíça, o II Fórum Mundial Alternativo da Água, reunindo movimentos sociais que lutam pela água como um direito humano em diversas partes do mundo.
Contrários ao tratamento desse bem natural como mercadoria, os movimentos sociais se preparam para grandes mobilizações contra a sua mercantilização e dos demais recursos naturais. Já está marcada a realização, no México, do IV Fórum Mundial das Águas, apoiado pelo Banco Mundial e FMI.
É importante ressaltar também que duas importantes deliberações, tomadas pela delegação dos movimentos sociais reunidos em Genebra, beneficiam o Brasil. A primeira foi a eleição da Defensoria da Água para integrar o Comitê Internacional do Fame (Forum Alternatif Mondial de L'eau). A segunda foi o apoio internacional para a realização de mais um Fórum Social das Águas – Internacional, no período de 8 a 12 de marco de 2006, em Alfenas, Minas Gerais.
Trocando em miúdos
Com dimensão de mais de 1 milhão e 200 mil km2 e capacidade de abastecer o mundo por 300 anos, o Aqüífero Guarani é resultado de uma formação rochosa de mais de 250 milhões de anos. Trata-se da junção de três reservas aqüíferas: Tacuarambo, Botucatu e Misiones, localizadas no Brasil, no Paraguai, na Argentina e no Uruguai.
Ao descobrirem que, na verdade, tratava-se de uma única reserva, pesquisadores(as) uruguaios(as) a batizaram de Aqüífero Guarani, em homenagem aos povos homônimos que viviam na superfície abrangida. Assim, reforçaram a crença de que os Guarani ergueram diversas de suas nações nessas localidades por caminharem sempre em direção à água mais pura. Assim, sua sabedoria ancestral já lhes indicava aquela preciosidade.
Dizimados e afastados de suas origens, as regiões que abrangem o Aqüífero Guarani sofreram inúmeras transformações. Na superfície está a Bacia do Prata, cujas águas nascem no Distrito Federal e na Serra da Mantiqueira e atravessam as regiões mais ricas e industrializadas do continente, sendo contaminadas constante e progressivamente.
Em 1999, uma missão de identificação de projetos do Banco Mundial, em Washington, chefiada pela consultora americana K. Kemper, esteve no Brasil, visitando a Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, e a Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, em Brasília.
O objetivo era confirmar informações do governo americano sobre o potencial de água subterrânea nos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, de Minas Gerais, de Goiás, do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso.
Sob a coordenação de Gabriel Azevedo, chefe para Recursos Hídricos do Banco Mundial na época, em Brasília, foi realizada, em julho de 2000, em Foz do Iguaçu, a primeira reunião de preparação de uma mega iniciativa: o Projeto para a proteção ambiental e manejo sustentável do Aqüífero Guarani. A iniciativa objetivava reunir informações e conhecimento sobre esta reserva. O interesse internacional estava confirmado.
Gabriel Azevedo acabou ganhando prestígio em Washington, por viabilizar o acesso e controle das informações estratégicas sobre o Aqüífero Guarani ao Banco Mundial. Alguns anos depois, foi promovido a chefe de todos os projetos de biodiversidade da entidade no Brasil. A partir de 2001, sob a influência direta do então ministro do Meio Ambiente, Zequinha Sarney, a coordenação do projeto do Aqüífero Guarani passou para as mãos do geólogo Luiz Amore.
Tendo integrado a primeira Unidade Nacional de Preparação do Projeto, iniciei campanha pela difusão da existência dessa riqueza, com a edição do livro O grito das águas. Conseqüentemente, fui afastado de todas as discussões sobre o projeto, principalmente por ter denunciado que o Banco Mundial liberaria mais de US$ 25 milhões apenas para pesquisa e levantamento de informações estratégicas. Não foram destinados recursos para a divulgação dos riscos de contaminação da reserva, tão pouco para conscientização da população.
Curiosamente, na mesma época, indústrias multinacionais como a Nestlé e Coca-Cola começaram a comprar todas as fontes de água localizadas nas áreas de recarga e afloramento do Aqüífero, dando início a conflitos pelo uso da água, especialmente em São Lourenço, Minas Gerais, e na região do Chaco, Paraguai.
Se, por um lado, grandes indústrias buscam apropriar-se das áreas do Aqüífero para extrair, se beneficiar e lucrar, existem outras formas de degradação igualmente nocivas, que podem agravar a dificuldade de acesso da população a essa riqueza.
Por estar sob áreas agrícolas produtivas, as águas subterrâneas correm sérios riscos de contaminação, principalmente pelo uso indiscriminado de agrotóxicos, despejos de resíduos
sem
tratamento, entre outras ações degradantes. Entre as regiões mais
sensíveis, destaca-se a área agrícola entre São Carlos e Ribeirão Preto,
no estado de São Paulo, e a área turística na região de Caldas Novas, em Goiás.
No primeiro caso, no centro de Araraquara, estão localizadas as principais unidades industriais
da Cutrale e Citrosuco, que despeja resíduos na terra sem tratamento,
sendo que, nessa região, o Aqüífero está há menos de 5O metros de
profundidade. Além disso, trata-se de uma região com alta produção de álcool e açúcar, havendo queimadas terríveis, além de despejar diretamente na terra resíduo tóxico da produção da cana. Vale lembrar que a região controla mais de 90% do mercado mundial de suco de laranja. Talvez esse seja o motivo pelo qual o governo nada faz para punir as agressões ambientais.
No segundo caso, o risco se agravou muito desde que o governador Marcone Perillo fez a Assembléia Goiana votar a lei que cria o Marco Regulatório do Saneamento, seguindo orientação do BID. Assim, fica aberta a possibilidade de privatização das águas do estado e "venda de excedentes de produção".
Reação da sociedade civil
Em junho de 2003, por iniciativa da deputada federal Selma Schons, do Paraná, foi criada, no Congresso Nacional, a Frente Parlamentar em Defesa da Pesca e das Águas. Com o apoio do Movimento Grito das Águas, a Frente levou para a Câmara dos Deputados a preocupação da sociedade com o futuro desse patrimônio natural.
Com o lançamento da Campanha da Fraternidade de 2004, cujo lema foi Água, Fonte de Vida, a questão ganha dimensão nacional, com o envolvimento de mais de 30 mil comunidades em todo o país. Como resultado concreto, surge a Defensoria da Água, um colegiado de instituições unidas em defesa da sociedade nas demandas em relação ao uso, acesso e contaminação das águas. A Defensoria conta com a participação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Ministério Público Federal, Universidade Federal do Rio de Janeiro, entre outras.
Além disso, recentemente, entre 17 e 20 de março, foi realizado em Genebra, Suíça, o II Fórum Mundial Alternativo da Água, reunindo movimentos sociais que lutam pela água como um direito humano em diversas partes do mundo.
Contrários ao tratamento desse bem natural como mercadoria, os movimentos sociais se preparam para grandes mobilizações contra a sua mercantilização e dos demais recursos naturais. Já está marcada a realização, no México, do IV Fórum Mundial das Águas, apoiado pelo Banco Mundial e FMI.
É importante ressaltar também que duas importantes deliberações, tomadas pela delegação dos movimentos sociais reunidos em Genebra, beneficiam o Brasil. A primeira foi a eleição da Defensoria da Água para integrar o Comitê Internacional do Fame (Forum Alternatif Mondial de L'eau). A segunda foi o apoio internacional para a realização de mais um Fórum Social das Águas – Internacional, no período de 8 a 12 de marco de 2006, em Alfenas, Minas Gerais.
Trocando em miúdos
Com dimensão de mais de 1 milhão e 200 mil km2 e capacidade de abastecer o mundo por 300 anos, o Aqüífero Guarani é resultado de uma formação rochosa de mais de 250 milhões de anos. Trata-se da junção de três reservas aqüíferas: Tacuarambo, Botucatu e Misiones, localizadas no Brasil, no Paraguai, na Argentina e no Uruguai.
Ao descobrirem que, na verdade, tratava-se de uma única reserva, pesquisadores(as) uruguaios(as) a batizaram de Aqüífero Guarani, em homenagem aos povos homônimos que viviam na superfície abrangida. Assim, reforçaram a crença de que os Guarani ergueram diversas de suas nações nessas localidades por caminharem sempre em direção à água mais pura. Assim, sua sabedoria ancestral já lhes indicava aquela preciosidade.
Dizimados e afastados de suas origens, as regiões que abrangem o Aqüífero Guarani sofreram inúmeras transformações. Na superfície está a Bacia do Prata, cujas águas nascem no Distrito Federal e na Serra da Mantiqueira e atravessam as regiões mais ricas e industrializadas do continente, sendo contaminadas constante e progressivamente.
Leonardo Moreli
Ibase, maio de 2005
Ibase, maio de 2005
Disponível em:http://www.geografiaparatodos.com.br/index.php?pag=sl98l. Acesso em: 06 de julho de 2014
ÁGUA VIRTUAL

VIRTUAL - é aquela usada, direta ou indiretamente, na produção de um bem ou serviço. Ou seja, é aquela água que você não vê a que foi usada durante os processos da cadeia produtiva, da produção de matéria-prima até o consumo final.
John Anthony Allan, um professor britânico desenvolveu o conceito denominado "água virtual" que mede a quantidade gasta do precioso líquido na produção de alimentos e que lhe valeu o "Prêmio Estocolmo da Água 2008"(Water Prize 2008), prêmio atribuído anualmente pelo Instituto Internacional da Água de Estocolmo.
De acordo com esta teoria uma xícara de café, por exemplo, equivale a um gasto de 140 litros de água. Os cálculos do consumo da água vão desde o cultivo à produção e ao empacotamento do café.
Para se obter meio quilo de queijo são necessários 2.500 litros de água e um quilo de carne de vaca, até chegar ao consumidor, consome mais de 10 mil litros.
Por dia, um ser humano consome entre dois mil e cinco mil litros de "água virtual"
Comece a economizar mais ainda...enquanto existe
Por Joel Makower
Um deles, "água virtual", ganhou notoriedade quando seu mais importante patrocinador, professor John Anthony Allan, do
O conceito de água virtual (também conhecido como "água embutida" ou "incorporada") representa mais do que interesse acadêmico. Enquanto as preocupações com água inundam um crescente número de regiões, a água embutida de produtos comuns oferece um entendimento útil sobre como os recursos de água são impactados pelo comércio no mundo. Por exemplo, explica como e o porquê países como os EUA, Argentina, e Brasil "exportam" bilhões de galões de água todos os anos - na forma de, digamos, trigo e carne com intensa quantidade de água - enquanto outros como o Japão, Egito e Itália "importam" bilhões.
O conceito também poderia ser útil na política nacional de
agricultura, tanto quanto a "energia embutida" tem ajudado políticos a
entenderem que o cultivo e o processamento de milho para produzir
biocombustíveis pode exigir uma quantidade maior e significativa de
energia do que dar lucros (não que esse conhecimento tenha dissuadido
políticos de apoiarem biocombustíveis com quantidade intensa de energia,
claro). Além disso, ela pode se tornar um fator no preço de muita
matéria-prima, caso os impostos sobre carbono ou sistemas de comércio iluminem produtos com quantidade intensa de energia e carbono, tais como o alumínio, vidro e plástico.
Há outras implicações. Os cálculos de água virtual, sem dúvida, levarão empresas, pessoas e outros a calcularem suas pegadas de água (water footprint), a medida completa de água embutida nos produtos que compram e atividades que fazem. E isso pode acelerar o interesse no que Peter Gleick, sócio fundador e presidente do Pacific Institute, chama de "caminho suave", uma abordagem muito mais integrada e sofisticada da água, nas quais diferentes tipos - potável, cinza, marrom etc. - são usados da melhor maneira, ao invés de usar água potável - que é da melhor qualidade, para lavar banheiros, regar o gramado etc.
Numa entrevista, Gleick disse que as empresas compreendiam muito pouco sobre a água embutida em seus sistemas.
Há muito pouco entendimento ou conexões de valia entre os negócios de água. Cada setor usa a água de um jeito ou de outro. Alguns usam muita, outros nem tanto, mas para muitos negócios, a água representa um componente surpreendentemente grande na produção, tanto indireta quanto diretamente, na cadeia de fornecimento. Então, por exemplo, o setor de bebidas pode usar de 3 a 4 galões de água para produzir 1 galão de refrigerante, cerveja ou leite, mas, geralmente, é uma quantidade de água mil vezes maior usada na primeira parte do processo, talvez para cultivar o açúcar que vai no refrigerante. Da mesma forma, na indústria têxtil, é necessário água para fabricar o tecido, mas precisa de muito mais água para cultivar a fibra.
Testemunhamos cada vez mais exemplos em que, se as empresas não dão a devida atenção à água que é usada em sua produção, acabam recebendo surpresas desagradáveis, tais como: Quando uma comunidade local protesta contra o uso de sua água e acontece uma seca que afeta o fornecimento, ou quando tem um problema de contaminação da água que resulta na cassação da licença de funcionamento.
E Gleick continua: "Acho que o risco para as empresas é maior em alguns aspectos da água do que em relação à energia. A energia tem substituições. Pode-se substituir o petróleo ou eletricidade por biocombustíveis ou energias renováveis. A água não dá para substituir."
A Coca-Cola sabe disso. E, por anos, tem entrado em conflito com ativistas, comunidades, entre outros, por causa do uso que faz da água - que, claro, é ingrediente fundamental de todas as suas bebidas. Em anos recentes, uma série de inovações antecipou a necessidade de uma estratégia mais abrangente da água no mundo. No final dos anos 90, começaram a adquirir marcas de água - sendo sua principal marca nos EUA a Dasani. Em 2002, a empresa enfrentou protestos na Índia devido ao alongamento de recursos de água subterrânea pela empresa. Um ano depois, passou a se referir à qualidade e quantidade de água como um material de risco para seus negócios em seu U.S. Securities and Exchange Commission Form 10-K (Formulário 10-K da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) para investidores.
Em reação, a Coca-Cola "desenvolveu e continua a melhorar um dos mais sofisticados programas de gestão responsável de água no setor privado", de acordo com um novo relatório da Business for Social Responsibility .. "A partir de março de 2008, nenhuma outra organização se comprometeu publicamente a alcançar a "neutralização da água" por todas as operações que se estendem por mais de 100 bacias subterrâneas no mundo todo."
A neutralização da água é uma idéia atraente na era dos compromissos com a neutralização do carbono e desperdício zero. Mas o recurso é um pouco diferente do carbono e resíduos: () Há uma quantidade finita de água, o que não acontece com os outros dois, e. não há maneiras conhecidas de substituí-la. Além disso, como a BSR ressalta:
No que se refere à água, a verdadeira sustentabilidade envolve mais do que a "neutralização" do volume de água usada [pela Coca-Cola]. O motivo é que as flutuações na quantidade e qualidade de água disponível destinada a uma comunidade ou ecossistema têm um importante papel na sustentação da diversidade e no funcionamento adequado dos ecossistemas e bacias dos rios.
A Coca-Cola anunciou suas metas para neutralização da água. A empresa se comprometeu a "estabelecer metas de uso eficiente de água para suas operações mundiais até 2008, a fim de tornar-se a mais competente entre as empresas do mesmo setor", e prometeu que, até 2010, devolverá toda a água usada nos processos de fabricação ao meio-ambiente, num nível que garanta a vida aquática e a agricultura."
A Coca-Cola planejou seu trabalho para alcançar tudo isso. O relatório da BSR aponta que, no ano passado, seis organizações - Twente University, WWF, Coca-Cola, World Business Council for Sustainable Development, Water Neutral/Emvelo Group e a UNESCO-IHE - juntaram-se para investigar os benefícios da neutralização da água como um importante marco. Os grupos criaram critérios para legitimar o uso do termo:
1. Definição, medição e divulgação das "pegadas de água";
2. Realizadas todas as ações que sejam "razoavelmente possíveis" para reduzir as pegadas de água existentes em operações;
3. Harmonização das pegadas de água com resíduo (quantidade remanescente, após uma empresa fazer o possível para reduzir as pegadas), por meio de um "investimento razoável" ao estabelecimento e a projetos que priorizem o uso sustentável e igualitário da água.
4. Isso envolve mais do que alguns assuntos sentimentais - É preciso "começar," por exemplo: Definir investimentos razoavelmente possíveis. (). Por enquanto, espero, a barreira crescerá.
Isso pode funcionar? Será que a "água neutra" vai se tornar o próximo "Grande Projeto" no campo corporativo da eficiência dos recursos? Será que fará diferença em termos reais? É uma idéia em seu nascedouro, portanto ainda tem de ser vista. Porém, a tendência crescente das crises contínuas da água sugere que mais e mais empresas aprenderão sobre a "água virtual" e a "água neutra".
Nesse momento, acho que apenas algumas empresas - aquelas cujos produtos e reputação estão mais ligadas a recursos preciosos - estarão dispostas a mergulhar de cabeça.
Considerando-se uma dieta básica com carne, podemos considerar que uma pessoa consome cerca de 4.000 litros de água virtual por dia. A dieta vegetariana requer em torno de 1.500 litros. Um simples café da manhã, chega a representar o consumo de 800 litros de água virtual!


VIRTUAL - é aquela usada, direta ou indiretamente, na produção de um bem ou serviço. Ou seja, é aquela água que você não vê a que foi usada durante os processos da cadeia produtiva, da produção de matéria-prima até o consumo final.
John Anthony Allan, um professor britânico desenvolveu o conceito denominado "água virtual" que mede a quantidade gasta do precioso líquido na produção de alimentos e que lhe valeu o "Prêmio Estocolmo da Água 2008"(Water Prize 2008), prêmio atribuído anualmente pelo Instituto Internacional da Água de Estocolmo.
De acordo com esta teoria uma xícara de café, por exemplo, equivale a um gasto de 140 litros de água. Os cálculos do consumo da água vão desde o cultivo à produção e ao empacotamento do café.
Para se obter meio quilo de queijo são necessários 2.500 litros de água e um quilo de carne de vaca, até chegar ao consumidor, consome mais de 10 mil litros.
Por dia, um ser humano consome entre dois mil e cinco mil litros de "água virtual"
Comece a economizar mais ainda...enquanto existe
Produto/
Teor de
ÁGUA VIRTUAL (em L)
|
Produto (kg)/
Teor de
ÁGUA VIRTUAL (em L)
|
| Carro/400000 Par de sapato de couro/ 8000 Gasolina (1L)/ 10 Um hambúrguer/ 2400 Uma calça jeans/ 10000 Uma folha de papel A4/10 Umcomputador /1500 Uma xícara de Café /140 Uma xícara de chá /35 Um copo de cerveja/75 Um copo de vinho (125 mL) / 120 |
Arroz / 2.500 Aveia /2.374 Aves / 3.650 Azeite de Oliva / 11.350 Azeitona / 2.500 Banana /500 Beterraba/ 193 Batata/ 132 Cana de açúcar / 318 Carne de boi /17.100 Carne de porco /5250 Laranja /380 Legumes/1.000 Leite (L) / 800 Manteiga /18.000 Milho /1.025 Óleo palma / 2.000 Óleo de soja / 5.405 Ovos/3.700 Pão /150 Queijo /5.280 Raízes/Tubérculos/ 1.000 Soja /2.525 Tomate /105 Trigo /1.575 Uva /455 |

Um mergulho mais fundo nos negócios da água
Por Joel Makower
Um deles, "água virtual", ganhou notoriedade quando seu mais importante patrocinador, professor John Anthony Allan, do
King's College
London e School of Oriental and African Studies, recebeu o 2008 Stockholm Water Prize Allan cunhou o termo em 1993 para se referir à quantidade de água embutida na produção e comércio de alimentos e produtos
de consumo. Uma xícara de café, por exemplo, tem 140 litros (cerca de
37 galões) de água virtual, quando se considera a quantidade de água
usada para cultivar, produzir, empacotar e enviar os grãos. Um
hambúrguer contém 2400 litros (634 galões) de água virtual. (Prêmio
Estocolmo para Água, 2008).
O conceito de água virtual (também conhecido como "água embutida" ou "incorporada") representa mais do que interesse acadêmico. Enquanto as preocupações com água inundam um crescente número de regiões, a água embutida de produtos comuns oferece um entendimento útil sobre como os recursos de água são impactados pelo comércio no mundo. Por exemplo, explica como e o porquê países como os EUA, Argentina, e Brasil "exportam" bilhões de galões de água todos os anos - na forma de, digamos, trigo e carne com intensa quantidade de água - enquanto outros como o Japão, Egito e Itália "importam" bilhões.
Há outras implicações. Os cálculos de água virtual, sem dúvida, levarão empresas, pessoas e outros a calcularem suas pegadas de água (water footprint), a medida completa de água embutida nos produtos que compram e atividades que fazem. E isso pode acelerar o interesse no que Peter Gleick, sócio fundador e presidente do Pacific Institute, chama de "caminho suave", uma abordagem muito mais integrada e sofisticada da água, nas quais diferentes tipos - potável, cinza, marrom etc. - são usados da melhor maneira, ao invés de usar água potável - que é da melhor qualidade, para lavar banheiros, regar o gramado etc.
Numa entrevista, Gleick disse que as empresas compreendiam muito pouco sobre a água embutida em seus sistemas.
Há muito pouco entendimento ou conexões de valia entre os negócios de água. Cada setor usa a água de um jeito ou de outro. Alguns usam muita, outros nem tanto, mas para muitos negócios, a água representa um componente surpreendentemente grande na produção, tanto indireta quanto diretamente, na cadeia de fornecimento. Então, por exemplo, o setor de bebidas pode usar de 3 a 4 galões de água para produzir 1 galão de refrigerante, cerveja ou leite, mas, geralmente, é uma quantidade de água mil vezes maior usada na primeira parte do processo, talvez para cultivar o açúcar que vai no refrigerante. Da mesma forma, na indústria têxtil, é necessário água para fabricar o tecido, mas precisa de muito mais água para cultivar a fibra.
Testemunhamos cada vez mais exemplos em que, se as empresas não dão a devida atenção à água que é usada em sua produção, acabam recebendo surpresas desagradáveis, tais como: Quando uma comunidade local protesta contra o uso de sua água e acontece uma seca que afeta o fornecimento, ou quando tem um problema de contaminação da água que resulta na cassação da licença de funcionamento.
E Gleick continua: "Acho que o risco para as empresas é maior em alguns aspectos da água do que em relação à energia. A energia tem substituições. Pode-se substituir o petróleo ou eletricidade por biocombustíveis ou energias renováveis. A água não dá para substituir."
A Coca-Cola sabe disso. E, por anos, tem entrado em conflito com ativistas, comunidades, entre outros, por causa do uso que faz da água - que, claro, é ingrediente fundamental de todas as suas bebidas. Em anos recentes, uma série de inovações antecipou a necessidade de uma estratégia mais abrangente da água no mundo. No final dos anos 90, começaram a adquirir marcas de água - sendo sua principal marca nos EUA a Dasani. Em 2002, a empresa enfrentou protestos na Índia devido ao alongamento de recursos de água subterrânea pela empresa. Um ano depois, passou a se referir à qualidade e quantidade de água como um material de risco para seus negócios em seu U.S. Securities and Exchange Commission Form 10-K (Formulário 10-K da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) para investidores.
Em reação, a Coca-Cola "desenvolveu e continua a melhorar um dos mais sofisticados programas de gestão responsável de água no setor privado", de acordo com um novo relatório da Business for Social Responsibility .. "A partir de março de 2008, nenhuma outra organização se comprometeu publicamente a alcançar a "neutralização da água" por todas as operações que se estendem por mais de 100 bacias subterrâneas no mundo todo."
A neutralização da água é uma idéia atraente na era dos compromissos com a neutralização do carbono e desperdício zero. Mas o recurso é um pouco diferente do carbono e resíduos: () Há uma quantidade finita de água, o que não acontece com os outros dois, e. não há maneiras conhecidas de substituí-la. Além disso, como a BSR ressalta:
No que se refere à água, a verdadeira sustentabilidade envolve mais do que a "neutralização" do volume de água usada [pela Coca-Cola]. O motivo é que as flutuações na quantidade e qualidade de água disponível destinada a uma comunidade ou ecossistema têm um importante papel na sustentação da diversidade e no funcionamento adequado dos ecossistemas e bacias dos rios.
A Coca-Cola anunciou suas metas para neutralização da água. A empresa se comprometeu a "estabelecer metas de uso eficiente de água para suas operações mundiais até 2008, a fim de tornar-se a mais competente entre as empresas do mesmo setor", e prometeu que, até 2010, devolverá toda a água usada nos processos de fabricação ao meio-ambiente, num nível que garanta a vida aquática e a agricultura."
A Coca-Cola planejou seu trabalho para alcançar tudo isso. O relatório da BSR aponta que, no ano passado, seis organizações - Twente University, WWF, Coca-Cola, World Business Council for Sustainable Development, Water Neutral/Emvelo Group e a UNESCO-IHE - juntaram-se para investigar os benefícios da neutralização da água como um importante marco. Os grupos criaram critérios para legitimar o uso do termo:
1. Definição, medição e divulgação das "pegadas de água";
2. Realizadas todas as ações que sejam "razoavelmente possíveis" para reduzir as pegadas de água existentes em operações;
3. Harmonização das pegadas de água com resíduo (quantidade remanescente, após uma empresa fazer o possível para reduzir as pegadas), por meio de um "investimento razoável" ao estabelecimento e a projetos que priorizem o uso sustentável e igualitário da água.
4. Isso envolve mais do que alguns assuntos sentimentais - É preciso "começar," por exemplo: Definir investimentos razoavelmente possíveis. (). Por enquanto, espero, a barreira crescerá.
Isso pode funcionar? Será que a "água neutra" vai se tornar o próximo "Grande Projeto" no campo corporativo da eficiência dos recursos? Será que fará diferença em termos reais? É uma idéia em seu nascedouro, portanto ainda tem de ser vista. Porém, a tendência crescente das crises contínuas da água sugere que mais e mais empresas aprenderão sobre a "água virtual" e a "água neutra".
Nesse momento, acho que apenas algumas empresas - aquelas cujos produtos e reputação estão mais ligadas a recursos preciosos - estarão dispostas a mergulhar de cabeça.
E quanto uma pessoa consome de água virtual?
Considerando-se uma dieta básica com carne, podemos considerar que uma pessoa consome cerca de 4.000 litros de água virtual por dia. A dieta vegetariana requer em torno de 1.500 litros. Um simples café da manhã, chega a representar o consumo de 800 litros de água virtual!

DICA

| Disponível em:http://ivege.no.comunidades.net/index.php?pagina=1281331762. Acesso em: 06de julho de 2014 | |||||||
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domingo, 1 de junho de 2014
PLANTAS PURIFICADORAS DO AR DA SUA CASA
NASA publica espécies de plantas caseiras que purificam o ar da sua casa!
A agência espacial americana NASA realizou um estudo para descobrir quais eram as melhores plantas para filtrar o ar da estação espacial, e os seus resultados estão disponíveis para todos.
Fizemos uma seleção das espécies de plantas publicadas no estudo e organizamos seus links. É importante ressaltar que uma determinada espécie de planta pode possuir diversos nomes vulgares a depender do local, cultura e hábito da população. Assim colocamos os nomes vulgares publicados no estudo e o nome científico ao lado. Com isso sua busca ficará muito mais fácil!
Os links lhe encaminharão para uma página com diversas informações sobre a espécie, como quais substancias as plantas estão filtrando, como p.ex.: absorvendo formaldeído, benzeno e / ou tricloroetileno, entre outros.
Via Wikipedia:
- English Ivy (Hedera helix)
- Spider plant (Chlorophytum comosum)
- Golden pothos or Devil’s ivy (Scindapsus aures or Epipremnum aureum)
- Peace lily (Spathiphyllum ‘Mauna Loa’)
- Chinese evergreen (Aglaonema modestum)
- Bamboo palm or reed palm (Chamaedorea sefritzii)
- Snake plant or mother-in-law’s tongue (Sansevieria trifasciata‘Laurentii’)
- Heartleaf philodendron (Philodendron oxycardium, syn.Philodendron cordatum)
- Selloum philodendron (Philodendron bipinnatifidum, syn.Philodendron selloum)
- Elephant ear philodendron (Philodendron domesticum)
- Red-edged dracaena (Dracaena marginata)
- Cornstalk dracaena (Dracaena fragans ‘Massangeana’)
- Janet Craig dracaena (Dracaena deremensis ‘Janet Craig’)
- Warneck dracaena (Dracaena deremensis ‘Warneckii’)
- Weeping Fig (Ficus benjamina)
- Gerbera Daisy or Barberton daisy (Gerbera jamesonii)
- Pot Mum or Florist’s Chrysanthemum (Chrysantheium morifolium)
- Rubber Plant (Ficus elastica)

Fonte: NASA, Wikipedia, treehugger
Disponível em: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=1427517636150935652#editor/target=post;postID=3087456936394323252. Acesso em 01 de junho de 2014.
JÁ VIVEMOS EM UM MUNDO MULTIPOLAR?
A mais importante virada da história contemporânea foi propiciada pelo fim da guerra fria, momento em que um dos campos da era bipolar desapareceu, abrindo caminho para um mundo unipolar, sob a hegemonia imperial norteamericana.
De imediato os EUA passaram a se valer de sua inquestionável superioridade, buscando transferir os conflitos para o enfrentamento miliar. O ápice dessa política de militarização dos conflitos se deu no Afeganistão, no Iraque e na Líbia. Ainda que sob formas relativamente distintas, o desenlace dos conflitos se deu pela via militar – invasão, ocupação, bombardeio, derrubada dos governos.
Mesmo com desgastes, essa via se impunha até recentemente
sem
que aparecessem obstáculos para que a dominação norteamericana se
impusesse. Até que o conflito com a Síria, que se encaminhava para um
bombardeio do território desse país, teve uma virada inesperada, com uma
proposta de acordo formulada pelo Ministro de Relações dos EUA e aceita
pelos EUA.Acontece que os desgastes anteriores começavam a desgastar a capacidade hegemônica dos EUA. Foi muito significativo que a primeira rejeição a participar do bombardeio viesse do maior aliado estratégico dos EUA – da Grã Bretanha -, com a negativa do Parlamento britânico a acompanha os EUA em uma nova aventura, como consequência direta dos desgastes da invasão do Iraque, em que o ex-primeiro ministro Tony Blair saiu desgastado, por ter jogado seu prestígio numa versão que se revelou falsa.
Obama teve que aceitar a oferta russa porque, além de tudo, não conseguiu apoio da opinião pública dos EUA, sem vontade de que o país se metesse em uma nova guerra, com consequências imprevisíveis, como tampouco dos militares, a quem a ideia de um “bombardeio cirúrgico” não tinha convencido. E, como relatou o próprio Obama, nem de sua família ele conseguiu apoio.
A passagem a um clima de acordo sobre a Síria se estendeu ao Irã – inclusive pelos vínculos diretos que tem os dois conflitos -, valendo-se também da eleição de um novo presidente no Irã. Em ambos os casos, mesmo com dificuldades, há avanços, projetando paralelamente a Russia como novo grande protagonista da negociação dos conflitos contemporâneos. Pela primeira vez, desde o fim da guerra fria, os EUA tiveram que limitar sua ação baseada na força, para aceitar termos políticos de acordos negociados entre governos.
O caso da Ucrânia, mesmo com características distintas, confirma essa nova tendência. Com o final da guerra e a desaparição do campo socialista, as potências ocidentais avançaram com grande codícia sobre os países até ali participantes desse campo, incorporando-os à União Europeia e inclusive à Otan.
A Ucrânia é um caso especial, porque se localiza na fronteira da Rússia e porque a Crimeia tem um porto essencial para o país, em termos comerciais e militares. A forma violenta com que as forças pro-União Europeia atuaram – decretando inclusive a proibição do idioma russo – enfraqueceu mais ainda sua capacidade
A realidade é que se desatou uma dinâmica centrifuga, em que as potências ocidentais denunciam a ação da Russia como força que estaria impulsionando o desmembramento da Ucrânia. Conforme aumenta a ira da imprensa ocidental, se veem confrontados com a impossibilidade de intervir, gerando-se uma situação a mais de limites da ação dos EUA.
Conforme as potências ocidentais se viam limitadas a medidas inoquas de punição à Russia, Putin se reunia com Xi Jinping, para acertar um grande acordo energético, assim como uma estratégia de desdolarização do comércio entre os dois países. Em todos os seus aspectos os acordos contribuem a configurar campos próprios de ação, em oposição ao boco dirigido pelos EUA. No próprio conflito ucraniano, enquanto os EUA contam com seus tradicionais aliados europeus – com distintos graus de coincidência – a Russia conta com os países do Brics.
Os acordos entre a China e a Rússia, o fortalecimento dos Brics e os processos de integração regional na América Latina são elos do que pode chegar a ser um mundo multipolar. Os próximos anos confirmarão ou não esta perspectiva.
Disponível em: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=1427517636150935652#editor/target=post;postID=4107654884389033894. Acesso em: 01 de junho de 2014.
domingo, 25 de maio de 2014
AS MIGRAÇÕES E AS CONTRADIÇÕES INTERNACIONAIS

AS MIGRAÇÕES E AS CONTRADIÇÕES INTERNACIONAIS
"Hoje o mundo é mundial"
Desde 1950, a produção mundial foi multiplicada por 5 e as trocas comerciais antes das 11, mas quem tira proveito deste crescimento? Em 6 bilhões de seres humanos, 500 milhões humanos vivem confortavelmente; 5,5 bilhões são pobres. Pelos anos 60 e 70, o número de pobre (esses que ganham menos de 1 dólar por dia) se eleva para 200 milhões de pessoas. No princípio dos anos 90, o número deles era de 2 bilhões. Hoje, no mundo, tem 20 milhões de refugiados e 30 milhões de pessoas “deslocadas”; 150 milhões de migrantes "econômicos” _ (20 milhões na Europa; e 50 milhões de africanos no mundo). A África tem o único presente dela 5 milhões de refugiados e 20 milhões de pessoas fora de lugar.
Compreender a Internacionalização
Internacionalização (ou globalização) é a fruto da combinação de três
fatores:
- o crescimento do espaço das trocas pela integração de países novos (os
jogadores novos);
- o globalização dos empreendimentos grandes que organizam ao nível mundial
as suas atividades de pesquisa, provisão, produção e comercialização (jogos novos).
- o crescimento das trocas graças a liberalização ou desregramento (regras novas do jogo).
A gente pensou que globalização (mas nenhum de opulências!) poderia fazer mais baixo a necessidade para emigrar. Porém, apesar da abertura grande dos mercados, os países em desenvolvimento são cada vez mais os recipientes dos estranhos de bens de consumo em lugar de dos lugares fixos capaz manter os trabalhadores, emigrantes potenciais, lá.
Caso contrário, a lógica de internacionalização gostaria isso à circulação grátis de fundos e bens é somado a circulação grátis das pessoas, mas das pessoas reduzidas à condição de mão-de-obra, isso significa mercadoria como qualquer outro, sujeito às únicas regras do mercado. A extensão para o "trabalho de mercadoria" da versão liberal de internacionalização significaria o desmantelando da reunião social de sistemas protetora, porque liberalismo saberia só admitir completamente a circulação livre dos trabalhadores para o nível mundial é moldado através de regulamentos nacionais protetores: salário mínimo, limitação do comprimento de trabalho, condições mínimas de higiene e segurança, interdição do trabalho das crianças, etc.
Para uma certa internacionalização de riqueza de qual benefícios as camadas sociais dominantes dos países pobres, corresponde uma internacionalização de pobreza que alcança setores vastos da população dos Estados ricos, notavelmente as pessoas de origem estrangeira e, mais particularmente, aqueles que se encontram em situação irregular. Estas vítimas da internacionalização liberal constituem um reservatório de uma barata mão-de-obra excessiva. A situação deles é agravada novamente pela
dependência deles com respeito ao mafiosos de redes de tráfico de seres
humanos,
Desde 1950, a produção mundial foi multiplicada por 5 e as trocas comerciais antes das 11, mas quem tira proveito deste crescimento? Em 6 bilhões de seres humanos, 500 milhões humanos vivem confortavelmente; 5,5 bilhões são pobres. Pelos anos 60 e 70, o número de pobre (esses que ganham menos de 1 dólar por dia) se eleva para 200 milhões de pessoas. No princípio dos anos 90, o número deles era de 2 bilhões. Hoje, no mundo, tem 20 milhões de refugiados e 30 milhões de pessoas “deslocadas”; 150 milhões de migrantes "econômicos” _ (20 milhões na Europa; e 50 milhões de africanos no mundo). A África tem o único presente dela 5 milhões de refugiados e 20 milhões de pessoas fora de lugar.
Compreender a Internacionalização
Internacionalização (ou globalização) é a fruto da combinação de três
fatores:
- o crescimento do espaço das trocas pela integração de países novos (os
jogadores novos);
- o globalização dos empreendimentos grandes que organizam ao nível mundial
as suas atividades de pesquisa, provisão, produção e comercialização (jogos novos).
- o crescimento das trocas graças a liberalização ou desregramento (regras novas do jogo).
A gente pensou que globalização (mas nenhum de opulências!) poderia fazer mais baixo a necessidade para emigrar. Porém, apesar da abertura grande dos mercados, os países em desenvolvimento são cada vez mais os recipientes dos estranhos de bens de consumo em lugar de dos lugares fixos capaz manter os trabalhadores, emigrantes potenciais, lá.
Caso contrário, a lógica de internacionalização gostaria isso à circulação grátis de fundos e bens é somado a circulação grátis das pessoas, mas das pessoas reduzidas à condição de mão-de-obra, isso significa mercadoria como qualquer outro, sujeito às únicas regras do mercado. A extensão para o "trabalho de mercadoria" da versão liberal de internacionalização significaria o desmantelando da reunião social de sistemas protetora, porque liberalismo saberia só admitir completamente a circulação livre dos trabalhadores para o nível mundial é moldado através de regulamentos nacionais protetores: salário mínimo, limitação do comprimento de trabalho, condições mínimas de higiene e segurança, interdição do trabalho das crianças, etc.
Para uma certa internacionalização de riqueza de qual benefícios as camadas sociais dominantes dos países pobres, corresponde uma internacionalização de pobreza que alcança setores vastos da população dos Estados ricos, notavelmente as pessoas de origem estrangeira e, mais particularmente, aqueles que se encontram em situação irregular. Estas vítimas da internacionalização liberal constituem um reservatório de uma barata mão-de-obra excessiva. A situação deles é agravada novamente pela
dependência deles com respeito ao mafiosos de redes de tráfico de seres
humanos,
sem
a intervenção da qual fica quase impossível penetrar noterritório dos países ricos.
O contexto presente (internacionalização) está lá diferente do contexto dele tem 50 anos (industrialização): para uma certa criminalização dos migrantes "clandestinos". O fechamento generalisado das fronteiras, uma transformação da natureza das migrações:
- de temporário, fica definitivo
- de masculino e solteiro se tornado doméstico.
As sociedades Ocidentais vivem desde uma crise profunda:
- desemprego se desenvolveu de um modo estrutural;
- o medo do futuro dobrou setores inteiros destas sociedades em uma
identidade mais fechada;
- as falas que designam os estranhos como fatores de insegurança e
competidores no mercado de trabalho aumentaram, enquanto achando um eco
favorável na opinião pública.
Mudança do paradigma migratório: da industrialização para internacionalização
Nós passamos:
- da sociedade industrial para a sociedade pós-industrial
(internacionalização)
- da urbanização para a recolocação
- das "classes laboriosas" (com exceções) para as "classes perigosas"
(tudo!)
- do processo de inclusão para o processo de exclusão
- de imigração assimilada à imigração criminal
- do estado social para o estado penal
- de um mundo "aberto" a uma "fortaleza" mundial
A migração se tornou então quase em todos lugares uma ofensa procurada de cada vez pelos países de partida e pelos países de destino. Este fato
constitui o primeiro "fator" de criminalização da migração que transforma as políticas migratórias dos países europeus assim em um tipo de panóplia de militaro-polícia em lugar de uma real possibilidade de inserção regular.
As características das migrações presentes
O tráfico de migrantes
Nenhum país é imunizado contra a migração irregular (Cf. os 8 milhões de
clandestino avaliou para os Estados Unidos) - fenômeno inerente para todos os fluxos migratórios -, que este aqui leva a forma de entradas, permanências ou trabalhos irregulares. Na África, antes das possibilidades mais reduzidas para ir para os países ricos, a única saída dos migrantes é adquirir nas mãos dos traficantes aos métodos perigosos e ilegais (explorações físicas e sexuais, passaportes confiscados, prostituição e trabalho forçado, torturas). todos os anos, as pessoas falam assim de várias centenas de milhares de mulheres e crianças negociadas da África e na África. Vários países africanos (Nigéria, Gana, Costa de Marfim, Senegal, Etiópia, Quênia, Camarões, Mali, o Níger) é ao mesmo tempo países de origem, de trânsito e destino dos tráficos. E, Itália, Bélgica, os Baixos Países os Estados Unidos, o Oriente Mediano e os países do Golfo se tornaram destinos privilegiados de africanos, vítimas de tráficos.
Na Ásia do Leste onde os países de destino não são necessariamente
adjacentes dos países de origem, a migração irregular se apresenta debaixo de pessoas amolde em situação de permanência que colhe ou aquele trabalho irregularmente. Na Ásia do Sul e o Sudeste onde os países principais de parte de destino uma borda com o país de origem (a Tailândia e Birmânia ou Malásia e Indonésia), os migrantes irregulares entram e ficam sem os documentos requeridos [250 000 irregulars no Japão, 220 000 na Coréia, de 600 000 a 1 milhões em Malásia, 1 milhões na Tailândia, 1,9 milhões de Filipinos no estrangeiro vive em situação irregular].
O poucos de sucesso contra a migração irregular (a maioria dos países
reforçou as medidas deles de controle das bordas), revela que a migração
irregular é um componente estrutural da mobilidade do mão-de-obra. cresceu em número e em complexidade enquanto confundindo com o tráfico de seres humanos. Este último é especialmente flagrante no caso das crianças usado a fins de prostituição ou fazer um não trabalho vantajoso, ou no caso das vítimas de crianças da conta debaixo da mesa que fixa de adoção.
As mulheres também são as vítimas dos traficantes, recrutou para trabalhos legítimos entretanto forçado a prostituir, se casar, trabalhar em lojas clandestinas. Porém, o tráfico que se é o mais aumentado estes últimos anos são o tráfico dos migrantes chineses (50 000 por ano, especialmente da província do Fujian) para o Norte da América e Europa.
Na Europa, o fenômeno da imigração "clandestina" permaneceu com dificuldade e quase sem solução. No princípio dos anos 90, avaliou-se a 2,6 milhões os estrangeiros em situações irregulares. As várias regularizações (na maioria dos países europeus) revela que as migrações não são temporárias ou circunstanciais, mas estruturais; que controlar e administrar os fluxos as intervenções policial ou as medidas repressivas não são suficientes; que o objetivo de legalidade deve ser vindo com, dentro de, por políticas de integração e, fora de, por acordos internacionais e por programas de cooperação e desenvolvimento.
Um dos elementos de chamada para a imigração clandestina é provido pela
economia casual, muito presente na Europa. O setor casual da economia puxa vantagens importantes do clandestino mão-de-obra, mais flexível e menos caro.
O caráter transnacional dos migrantes
A migração presente, ancorada a redes sociais poderosas, tem um caráter
oscilando e mantém material fundo e gravatas simbólicas entre o país de
origem e os países de acolhimento. Desenvolve as formas culturais que estão limpo a ele. Assim, estes migrantes novos mostram evidência de um poder de resistência que reduz a velocidade a integração deles na sociedade de acolhimento.
O feminização
Um das características novas dos fluxos migratórios presentes é em particular o componente feminino elevado, que se aparece em um contexto maior de uso crescente da força de trabalho feminina do terço-mundo. Esta mão-de-obra investe o fabricante de setor em crise (sweatshops, trabalhe em casa), os serviços urbanos barato.
A intensificação da exclusão social
Os migrantes, como outra reunião social vulnerável se agrupa, é as vítimas da "exclusão" em nome da sociedade de acolhimento. Esta exclusão pode ser ativa ou passiva. As exclusões "passivas" são esses que os migrantes compartilham com outros grupos vulneráveis por causa da condição social: baixo padrão de vida, desemprego ou problemas se encontraram para chegar ao mercado de trabalho.
A exclusão ativa se aparece debaixo da forma de segregação ou discriminação. A segregação força o imigrante a limitar-se em reunião social, esferas culturais ou físicas aparte desses que ocupam o jogo da sociedade bem-vinda. Assim, a exclusão pode resultar em práticas distintivas como a instalação de imigrante em distritos marginais, ou através de isolamento sociocultural. A discriminação ordenhou à desigualdade de tratamento que humilha o imigrante nos vários domínios da vida social onde evolui.
Os casos de Europa: para uma "imigração precária"
A união européia funda a circulação interna grátis no controle rígido das bordas externas. Ela considera uma abertura seletiva destinou para satisfazer assim às únicas necessidades da economia. São aplicados daqui em diante sistematicamente o precarisação e o "flexibilização" de trabalho, entrados nos muros de nossas sociedades, aos imigrantes dos países pobres aquele deixa vir e trabalhar algum tempo nas sociedades ricas, antes de lhes mandar de volta a eles, na hora das crises econômicas. Claro que, os trabalhadores altamente qualificados (os "cérebros") poderia ter o privilégio para alcançar o estatuto residente permanente ou fazer naturalizar bastante depressa.
As pessoas também falam de imigração através de cotas, puxando, através de pontos, por contratos de missão... de qualquer maneira, os Estados usam os mecanismos mais variados para manter um certo relatório entre imigrantes em situação regular e imigrante em situação irregular. Entre estes mecanismos, há o regularizations periódico de trabalhadores em situação irregular, alguns acolhimentos volumosos de refugiados qualquer um algumas operações humanitárias das que combatem pontualment os déficits setoriais de mão-de-obra.
Em muitos países, consideram as autoridades que a prioridade deve ser concedida à luta contra as discriminações de qual é as vítimas os stranhos ou o nacional de origem estrangeira em lugar de para as ações que apontam para integrar os trabalhadores imigradas na sociedade de acolhimento. A luta contra as discriminações é essencial, mas, como a pessoa fala de abertura seletiva das bordas, desconsiderar a "integração" de veneziana das políticas migratórias significariam que os imigrantes novos não teriam "vocação" para permanecer por muito tempo na sociedade de acolhimento.
De fato, mais que lutar contra a imigração "clandestina" - se imigração não é proibida ela não pode ser irregular - concordaria em fazer a guerra ao uso irregular, o uso não declarado de mão-de-obra, quer seja sua nacionalidade ou estado de seu no país. Até agora, as sociedades se organizadas de acordo com o sistema que dirige toda pessoa para aceitar a obrigação defender-se agrupam-se em troca da proteção que um grupo lhe oferece enfrentando os outros grupos. O sócio do grupo se define então por oposição - inevitavelmente contraditório - para o sócio de non do mesmo grupo. Está de acordo com este diagrama que o nacional se define em relação ao nacional de non; o comunal se define por oposição para o non comunal.
Que ação visa a internacionalização oposta?
É necessário ver de fora a obsessão do "todo econômico": globalização também é outro modo para ver as pessoas e ter algumas relações entre os povos é então necessário inventar a "dosagem boa" entre a global e local. E que, nos domínios diferentes de vida: a família, escola, trabalho, lazeres, Igreja, políticas.
Lorenzo Prencipe
Publicado em Porto Alegre 2003: 14/12/200
Disponível em :http://www.geografiaparatodos.com.br/index.php?pag=sl39. Acesso em 25 de maio de 2014.
A ARMA DOS PODEROSOS
A ARMA DOS PODEROSOS
Um norte-americano fala do terrorismo praticado pelos Estados Unidos, país que não respeita as formas judiciais internacionalmente instituídas. A América Latina foi um dos principais alvos da violência
Devemos partir de dois postulados. O
primeiro é que os acontecimentos de 11 de setembro constituem uma
atrocidade terrível, provavelmente a perda instantânea de vidas humanas
mais importante da história, guerras à parte. O segundo postulado é que
nosso objetivo deveria ser reduzir o risco de reincidência de tais
atentados, sejamos nós ou outras pessoas as suas vítimas. Se você não
aceita esses dois pontos de partida, o que vem a seguir não lhe diz
respeito. Se você os aceita, muitas outras questões se apresentam.
Comecemos pela situação no Afeganistão. Haveria, no Afeganistão, vários milhões de pessoas ameaçadas pela fome. Isso era verdadeiro já antes dos atentados; elas sobreviviam graças à ajuda internacional. No dia 16 de setembro, os Estados Unidos exigiram, no entanto, que o Paquistão suspendesse os comboios de caminhões que levavam alimentos e outros produtos de primeira necessidade para a população afegã. Essa decisão não provocou reação alguma no Ocidente. A retirada de parte do pessoal humanitário tornou a assistência ainda mais problemática. Uma semana após o início dos bombardeios, a ONU considerava que a aproximação do inverno tornaria impossíveis as entregas, já reduzidas à quantidade de alimentos apenas suficiente para sobreviver devido aos ataques da aviação norte-americana.
Quando organizações humanitárias, civis e religiosas, e o relator da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) pediram a suspensão dos bombardeios, a informação nem sequer foi publicada pelo New York Times; o Boston Globe dedicou-lhe uma linha inserida num artigo que tratava de outro assunto: a situação na Caxemira. Em outubro passado, portanto, a civilização ocidental resignou-se a ver morrerem centenas de milhares de afegãos. No mesmo momento, o chefe dessa mesma civilização informava que não se dignaria a responder às propostas afegãs de negociação sobre a questão da entrega de Osama bin Laden nem à exigência de uma prova que permitisse fundamentar uma eventual decisão de extradição. Só seria aceita uma capitulação incondicional.
Mas voltemos ao 11 de setembro. Nenhum crime, nada foi mais mortífero na história — ou, então, o foi durante um período mais longo. De resto, as armas, desta vez, visaram a um alvo não habitual: os Estados Unidos. A analogia com Pearl Harbour, muitas vezes evocada, é inadequada. Em 1941, o exército nipônico bombardeou bases militares em duas colônias de que os Estados Unidos se haviam apossado em condições pouco recomendáveis; os japoneses não atacaram o território norte-americano propriamente dito.
Comecemos pela situação no Afeganistão. Haveria, no Afeganistão, vários milhões de pessoas ameaçadas pela fome. Isso era verdadeiro já antes dos atentados; elas sobreviviam graças à ajuda internacional. No dia 16 de setembro, os Estados Unidos exigiram, no entanto, que o Paquistão suspendesse os comboios de caminhões que levavam alimentos e outros produtos de primeira necessidade para a população afegã. Essa decisão não provocou reação alguma no Ocidente. A retirada de parte do pessoal humanitário tornou a assistência ainda mais problemática. Uma semana após o início dos bombardeios, a ONU considerava que a aproximação do inverno tornaria impossíveis as entregas, já reduzidas à quantidade de alimentos apenas suficiente para sobreviver devido aos ataques da aviação norte-americana.
Quando organizações humanitárias, civis e religiosas, e o relator da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) pediram a suspensão dos bombardeios, a informação nem sequer foi publicada pelo New York Times; o Boston Globe dedicou-lhe uma linha inserida num artigo que tratava de outro assunto: a situação na Caxemira. Em outubro passado, portanto, a civilização ocidental resignou-se a ver morrerem centenas de milhares de afegãos. No mesmo momento, o chefe dessa mesma civilização informava que não se dignaria a responder às propostas afegãs de negociação sobre a questão da entrega de Osama bin Laden nem à exigência de uma prova que permitisse fundamentar uma eventual decisão de extradição. Só seria aceita uma capitulação incondicional.
Mas voltemos ao 11 de setembro. Nenhum crime, nada foi mais mortífero na história — ou, então, o foi durante um período mais longo. De resto, as armas, desta vez, visaram a um alvo não habitual: os Estados Unidos. A analogia com Pearl Harbour, muitas vezes evocada, é inadequada. Em 1941, o exército nipônico bombardeou bases militares em duas colônias de que os Estados Unidos se haviam apossado em condições pouco recomendáveis; os japoneses não atacaram o território norte-americano propriamente dito.
Reação diferente aos atentados
Durante quase duzentos anos, nós,
norte-americanos, expulsamos ou exterminamos populações indígenas, isto
é, milhões de pessoas; conquistamos a metade do México; saqueamos a
região do Caribe e da América Central; invadimos o Haiti e as Filipinas
(matando, na ocasião, 100 mil filipinos). Depois, após a 2ª Guerra
Mundial, estendemos nosso domínio sobre o mundo da maneira que se
conhece. Mas, quase sempre, éramos nós que matávamos, e o combate se
travava fora de nosso território nacional.
Ora, isso é fácil de constatar quando se é questionado, por exemplo, sobre o IRA e o terrorismo: as questões dos jornalistas são muito diferentes, dependendo de que lado do mar da Irlanda exercem sua profissão. Em geral, o planeta aparece sob um outro aspecto, variando conforme se segure o chicote há muito tempo ou se tenha tomado as chicotadas durante séculos. No fundo, talvez seja por isso que o resto do mundo, mesmo se mostrando univocamente horrorizado pelo destino das vítimas, não tenha reagido da mesma maneira que nós aos atentados de Nova York e Washington.
Para compreender os acontecimentos de 11 de setembro, é preciso distinguir, por um lado, os executores do crime, e, por outro, o imenso leque de compreensão de que esse crime se beneficiou, inclusive entre os que a ele se opunham. Os executores? Supondo-se que se trate da rede de Bin Laden, ninguém sabe mais sobre a gênese desse grupo fundamentalista do que a CIA e seus asseclas: eles o incentivaram à nascença. Zbigniew Brzenzinski, diretor da Segurança Nacional do governo Carter, felicitou-se pela ‘‘armadilha’’ preparada para os soviéticos em 1978, que consistia — por meio de ataques de mujahidin (militantes islâmicos organizados, armados e treinados pela CIA) contra o regime de Cabul — em atrair os soviéticos para o território afegão, no final do ano seguinte. Somente depois de 1990 e da instalação de bases norte-americanas permanentes na Arábia Saudita, terra sagrada para o Islã, é que esses combatentes se voltaram contra os Estados Unidos.
Para tentar explicar o amplo leque de simpatia com que contam as redes de Bin Laden, no entanto, inclusive nas camadas dirigentes dos países do hemisfério Sul, é necessário partir da raiva que provoca o apoio dos Estados Unidos a todo tipo de regimes autoritários ou ditatoriais; é necessário lembrar-se da política norte-americana que destruiu a sociedade iraquiana, consolidando o regime de Saddam Hussein; é necessário não se esquecer do apoio de Washington à ocupação israelense de territórios palestinos desde 1967. No momento em que os editoriais do New York Times sugerem que ‘‘eles’’ nos detestam porque defendemos o capitalismo, a democracia, os direitos individuais, a separação entre a Igreja e o Estado, o Wall Street Journal, melhor informado, explica, após ter ouvido banqueiros e executivos não-ocidentais, que eles ‘‘nos’’ detestam porque impedimos a democracia e o desenvolvimento econômico. E demos apoio a regimes brutais, e até terroristas.
Ora, isso é fácil de constatar quando se é questionado, por exemplo, sobre o IRA e o terrorismo: as questões dos jornalistas são muito diferentes, dependendo de que lado do mar da Irlanda exercem sua profissão. Em geral, o planeta aparece sob um outro aspecto, variando conforme se segure o chicote há muito tempo ou se tenha tomado as chicotadas durante séculos. No fundo, talvez seja por isso que o resto do mundo, mesmo se mostrando univocamente horrorizado pelo destino das vítimas, não tenha reagido da mesma maneira que nós aos atentados de Nova York e Washington.
Para compreender os acontecimentos de 11 de setembro, é preciso distinguir, por um lado, os executores do crime, e, por outro, o imenso leque de compreensão de que esse crime se beneficiou, inclusive entre os que a ele se opunham. Os executores? Supondo-se que se trate da rede de Bin Laden, ninguém sabe mais sobre a gênese desse grupo fundamentalista do que a CIA e seus asseclas: eles o incentivaram à nascença. Zbigniew Brzenzinski, diretor da Segurança Nacional do governo Carter, felicitou-se pela ‘‘armadilha’’ preparada para os soviéticos em 1978, que consistia — por meio de ataques de mujahidin (militantes islâmicos organizados, armados e treinados pela CIA) contra o regime de Cabul — em atrair os soviéticos para o território afegão, no final do ano seguinte. Somente depois de 1990 e da instalação de bases norte-americanas permanentes na Arábia Saudita, terra sagrada para o Islã, é que esses combatentes se voltaram contra os Estados Unidos.
Para tentar explicar o amplo leque de simpatia com que contam as redes de Bin Laden, no entanto, inclusive nas camadas dirigentes dos países do hemisfério Sul, é necessário partir da raiva que provoca o apoio dos Estados Unidos a todo tipo de regimes autoritários ou ditatoriais; é necessário lembrar-se da política norte-americana que destruiu a sociedade iraquiana, consolidando o regime de Saddam Hussein; é necessário não se esquecer do apoio de Washington à ocupação israelense de territórios palestinos desde 1967. No momento em que os editoriais do New York Times sugerem que ‘‘eles’’ nos detestam porque defendemos o capitalismo, a democracia, os direitos individuais, a separação entre a Igreja e o Estado, o Wall Street Journal, melhor informado, explica, após ter ouvido banqueiros e executivos não-ocidentais, que eles ‘‘nos’’ detestam porque impedimos a democracia e o desenvolvimento econômico. E demos apoio a regimes brutais, e até terroristas.
Prioridade que não é de hoje
Nos meios dirigentes ocidentais, a
guerra contra o terrorismo foi apresentada como se fosse uma ‘‘luta
dirigida contra um câncer disseminado por bárbaros’’. Mas essas palavras
e essa prioridade não são de hoje. Há vinte anos, o presidente Ronald
Reagan e seu secretário de Estado, Alexander Haig, já as enunciavam. E,
para conduzir esse combate contra os adversários depravados da
civilização, o governo norte-americano instalou, então, uma rede terrorista internacional de amplitude
sem
precedentes. Praticaram-se inúmeras atrocidades de uma ponta à outra do
planeta, e essa rede dedicou o essencial de seus esforços à América
Latina. Um caso, o da Nicarágua, não deixa margem à dúvida: realmente, foi decidido de modo categórico pelo Tribunal Penal Internacional de Haia e pela ONU.
Pergunte-se a você mesmo quantas vezes esse precedente indiscutível de uma ação terrorista — à qual um Estado de direito quis responder através dos meios do direito — foi evocado pelos principais comentaristas. E, no entanto, tratava-se de um precedente ainda mais radical que os atentados de 11 de setembro: a guerra do governo Reagan contra a Nicarágua provocou 57 mil vítimas, entre as quais 29 mil mortos, e a ruína de um país, talvez de forma irreversível.
Na época, a Nicarágua reagiu. Não explodindo bombas em Washington, mas submetendo o caso ao Tribunal Penal Internacional. Este, no dia 27 de junho de 1986, decidiu categoricamente em favor das autoridades de Manágua, condenando o ‘‘uso ilegal da força’’ pelos Estados Unidos (que haviam minado os portos de Nicarágua), e determinando que Washington pusesse fim ao crime, sem esquecer de pagar vultuosas perdas e danos. Os Estados Unidos replicaram que não acatariam a sentença e que passariam a não reconhecer a jurisdição do Tribunal.
A Nicarágua pediu então ao Conselho de Segurança da ONU a aprovação de uma resolução exigindo que todos os países respeitassem o direito internacional. Não se citava nenhum em particular, mas todos compreenderam. Os Estados Unidos votaram contra a resolução. Portanto, hoje, são o único país que, simultaneamente, foi condenado pelo Tribunal Internacional de Justiça e se opôs a uma resolução exigindo... o respeito ao direito internacional. Depois, a Nicarágua dirigiu-se à Assembléia Geral da ONU. A resolução que propusera teve três votos contra: dos Estados Unidos, de Israel e de El Salvador. No ano seguinte, a Nicarágua reivindicou a votação da mesma resolução. Desta vez, só Israel defendeu a causa do governo Reagan. A essa altura, a Nicarágua não dispunha de mais nenhum meio legal. Todos haviam fracassado em um mundo regido pela força. Este precedente não dá margem a qualquer dúvida. Quantas vezes falamos sobre ele na universidade, nos jornais?
Acontecimentos incômodos
Essa história revela várias coisas. Em
primeiro lugar, que o terrorismo funciona. A violência também. Em
seguida, que é um equívoco pensar que o terrorismo seria o instrumento
dos fracos. Como a maioria das armas mortíferas, o terrorismo é, antes
de tudo, a arma dos poderosos. Quando se diz o contrário, é unicamente
porque os poderosos controlam também os aparelhos ideológicos e
culturais, que permitem que o terror deles seja visto como uma coisa
diferente do terror. Um dos meios mais comuns de que dispõem para chegar
a tal resultado é fazer com que acontecimentos incômodos desapareçam da
memória; assim, mais ninguém se lembra deles. Em suma, tamanho é o
poder da propaganda e das doutrinas norte-americanas que se impõe,
inclusive, às suas vítimas. Vá à Argentina e tente lembrar o que acabo
de dizer: ‘‘Ah, sim, mas tínhamos esquecido!’’
A Nicarágua, o Haiti e a Guatemala são os três países mais pobres da América Latina. Também estão entre os que os Estados Unidos intervieram militarmente. A coincidência não é necessariamente acidental. E tudo isso aconteceu num clima ideológico marcado por declarações entusiásticas dos intelectuais ocidentais. Há alguns anos, a auto-congratulação fazia o maior sucesso: fim da história, nova ordem mundial, Estado de direito, ingerência humanitária etc. Era coisa muito freqüente, enquanto deixávamos que se cometessem atrocidades em grande quantidade. Pior, contribuíamos para isso de maneira ativa. Mas quem falava a respeito? Uma das proezas da civilização ocidental é, talvez, tornar possível esse tipo de inconseqüência numa sociedade livre. Um Estado totalitário não dispõe desse dom.
A Nicarágua, o Haiti e a Guatemala são os três países mais pobres da América Latina. Também estão entre os que os Estados Unidos intervieram militarmente. A coincidência não é necessariamente acidental. E tudo isso aconteceu num clima ideológico marcado por declarações entusiásticas dos intelectuais ocidentais. Há alguns anos, a auto-congratulação fazia o maior sucesso: fim da história, nova ordem mundial, Estado de direito, ingerência humanitária etc. Era coisa muito freqüente, enquanto deixávamos que se cometessem atrocidades em grande quantidade. Pior, contribuíamos para isso de maneira ativa. Mas quem falava a respeito? Uma das proezas da civilização ocidental é, talvez, tornar possível esse tipo de inconseqüência numa sociedade livre. Um Estado totalitário não dispõe desse dom.
O terrorismo e o direito dos povos
Que é o terrorismo? Nos manuais militares norte-americanos, define-se como terror a utilização calculada, para fins políticos ou religiosos, da violência, da ameaça de violência, da intimidação, da coerção ou do medo. O problema de tal definição é o fato de se aplicar muito exatamente ao que os Estados Unidos chamaram de guerra de baixa intensidade, reivindicando esse gênero de prática. Aliás, em dezembro de 1987, quando a Assembléia Geral da ONU aprovou uma resolução contra o terrorismo, um país se absteve de votar, Honduras, e dois outros votaram contra, os Estados Unidos e Israel. Por que fizeram isso? Por causa de um parágrafo da resolução que indicava que não se tratava de questionar o direito dos povos de lutarem contra um regime colonialista ou contra uma ocupação militar.
Ora, na época, a África do Sul era aliada dos Estados Unidos. Além dos ataques contra seus vizinhos (Namíbia, Angola etc.), o que provocou a morte de centenas de milhares de pessoas e acarretou uma destruição avaliada em 60 bilhões de dólares, o regime racista de Pretória enfrentava, dentro do país, uma força classificada de ‘‘terrorista’’, o African National Congress (ANC). Quanto a Israel, ocupava ilegalmente territórios palestinos desde 1967, outros no Líbano desde 1978, guerreando, no sul desse país, contra uma força classificada por ele e pelos Estados Unidos de ‘‘terrorista’’, o Hezbollah. Nas análises habituais do terrorismo, tal tipo de informação ou de evocação não é comum. Para que as análises e os artigos de imprensa sejam considerados respeitáveis, é melhor, realmente, que se situem do lado bom, ou seja, o dos braços melhor armados.
Que é o terrorismo? Nos manuais militares norte-americanos, define-se como terror a utilização calculada, para fins políticos ou religiosos, da violência, da ameaça de violência, da intimidação, da coerção ou do medo. O problema de tal definição é o fato de se aplicar muito exatamente ao que os Estados Unidos chamaram de guerra de baixa intensidade, reivindicando esse gênero de prática. Aliás, em dezembro de 1987, quando a Assembléia Geral da ONU aprovou uma resolução contra o terrorismo, um país se absteve de votar, Honduras, e dois outros votaram contra, os Estados Unidos e Israel. Por que fizeram isso? Por causa de um parágrafo da resolução que indicava que não se tratava de questionar o direito dos povos de lutarem contra um regime colonialista ou contra uma ocupação militar.
Ora, na época, a África do Sul era aliada dos Estados Unidos. Além dos ataques contra seus vizinhos (Namíbia, Angola etc.), o que provocou a morte de centenas de milhares de pessoas e acarretou uma destruição avaliada em 60 bilhões de dólares, o regime racista de Pretória enfrentava, dentro do país, uma força classificada de ‘‘terrorista’’, o African National Congress (ANC). Quanto a Israel, ocupava ilegalmente territórios palestinos desde 1967, outros no Líbano desde 1978, guerreando, no sul desse país, contra uma força classificada por ele e pelos Estados Unidos de ‘‘terrorista’’, o Hezbollah. Nas análises habituais do terrorismo, tal tipo de informação ou de evocação não é comum. Para que as análises e os artigos de imprensa sejam considerados respeitáveis, é melhor, realmente, que se situem do lado bom, ou seja, o dos braços melhor armados.
Uma dívida de gratidão
Na década de 90, foi na Colômbia que
ocorreram as piores agressões aos direitos humanos. A Colômbia foi o
principal destinatário da ajuda militar norte-americana, sem considerar
Israel e Egito, que constituem casos à parte. Até 1999, logo atrás desse
país, o primeiro lugar cabia à Turquia, a quem os Estados Unidos
entregaram uma quantidade crescente de armas desde 1984. Por que esse
ano? Não que a Turquia, membro da Otan, devesse enfrentar a União
Soviética, já em via de desintegração na época, mas para que pudesse
comandar a guerra terrorista contra os curdos. Em 1997, a ajuda militar
norte-americana à Turquia ultrapassou a que esse país havia obtido
durante todo o período de 1950-1983, o da guerra fria. Resultados das
operações militares: 2 a 3 milhões de refugiados, dezenas de milhares de
vítimas, 350 cidades e vilarejos destruídos. À medida que a repressão
se intensificava, os Estados Unidos continuavam a fornecer cerca de 80 %
das armas usadas pelos militares turcos, acelerando mesmo o ritmo de
suas entregas. A tendência foi revertida em 1999. O terror militar,
naturalmente classificado de ‘‘contra-terror’’ pelas autoridades de
Ancara, havia, então, atingido seus objetivos. É o que quase sempre
acontece quando o terror é empregado por seus principais utilizadores:
as potências estabelecidas.
No caso da Turquia, os Estados Unidos não lidaram com um ingrato. Washington lhe entregara aviões F-16 para bombardear sua própria população: ela os utilizou em 1999 para bombardear a Sérvia. Depois, alguns dias após o 11 de setembro passado, o primeiro ministro turco, Bülent Ecevit, informava que seu país participaria com entusiasmo da coalizão norte-americana contra a rede de Bin Laden. Explicou, na oportunidade, que a Turquia havia contraído para com os Estados Unidos uma dívida de gratidão que remontava à sua própria ‘‘guerra anti-terrorista’’ e ao apoio inigualável de Washington. É verdade que outros países apoiaram a guerra de Ancara contra os curdos, mas nenhum com tanto zelo e eficácia quanto os Estados Unidos. Esse apoio contou com o silêncio, ou (talvez a palavra seja mais adequada) a subserviência das classes cultas norte-americanas. Porque não ignoravam o que se passava. Afinal de contas, os Estados Unidos são um país livre; os relatórios das organizações humanitárias sobre a situação no Curdistão eram de domínio público. Portanto, na época, nós optamos por contribuir para as atrocidades.
No caso da Turquia, os Estados Unidos não lidaram com um ingrato. Washington lhe entregara aviões F-16 para bombardear sua própria população: ela os utilizou em 1999 para bombardear a Sérvia. Depois, alguns dias após o 11 de setembro passado, o primeiro ministro turco, Bülent Ecevit, informava que seu país participaria com entusiasmo da coalizão norte-americana contra a rede de Bin Laden. Explicou, na oportunidade, que a Turquia havia contraído para com os Estados Unidos uma dívida de gratidão que remontava à sua própria ‘‘guerra anti-terrorista’’ e ao apoio inigualável de Washington. É verdade que outros países apoiaram a guerra de Ancara contra os curdos, mas nenhum com tanto zelo e eficácia quanto os Estados Unidos. Esse apoio contou com o silêncio, ou (talvez a palavra seja mais adequada) a subserviência das classes cultas norte-americanas. Porque não ignoravam o que se passava. Afinal de contas, os Estados Unidos são um país livre; os relatórios das organizações humanitárias sobre a situação no Curdistão eram de domínio público. Portanto, na época, nós optamos por contribuir para as atrocidades.
O que fazer na situação atual?
Nossa coalizão contra o terrorismo conta
com outros recrutas de estatura. O Christian Science Monitor, sem
dúvida um dos melhores jornais no que se refere à abordagem do
noticiário internacional, confiou, por exemplo, que alguns povos que
gostavam pouco dos Estados Unidos começavam a respeitá-los mais,
particularmente felizes por vê-los comandar uma guerra contra o
terrorismo. O jornalista, que, entretanto, é especialista em assuntos
relativos à África, citava o caso da Argélia como principal exemplo
dessa virada. Deveria saber, então, que a Argélia dirige uma guerra
terrorista contra seu próprio povo. A Rússia, que dirige uma guerra
terrorista na Chechênia, e a China, autora de atrocidades contra os que
classifica de separatistas muçulmanos, também aderiram à causa
norte-americana.
Que seja. Mas o que fazer na situação atual? Um radical tão extremista quanto o papa sugere, diante do crime de 11 de setembro, procurar os culpados e depois submetê-los a julgamento. Porém, os Estados Unidos não querem recorrer às formas judiciais normais; preferem não apresentar prova alguma e se opõem à existência de uma jurisdição internacional. Mais ainda, quando o Haiti reivindicou a extradição de Emmanuel Constant (considerado responsável pela morte de milhares de pessoas após o golpe de Estado que depôs o presidente Jean-Bertrand Aristide, no dia 30 de setembro de 1991) e apresentou provas de sua culpa, o pedido não teve qualquer efeito em Washington. Nem sequer foi objeto de qualquer tipo de discussão.
Lutar contra o terrorismo implica reduzir o grau do terror, e não aumentá-lo. Quando o Exército Republicano Irlandês (IRA) comete um atentado em Londres, os britânicos não destroem Boston, cidade onde o IRA tem muito apoio, nem Belfast. Procuram os culpados e, na seqüência, os julgam. Uma forma de reduzir o grau de terror seria parar de contribuir para ele. Depois, refletir sobre as orientações políticas que criaram uma logística de apoio da qual, em seguida, se aproveitaram os mandantes do atentado. Nas últimas semanas, a tomada de consciência, pela opinião pública norte-americana, dos vários tipos de realidades internacionais (de cuja existência apenas as elites suspeitavam) constitui, talvez, um passo nesse sentido.
Que seja. Mas o que fazer na situação atual? Um radical tão extremista quanto o papa sugere, diante do crime de 11 de setembro, procurar os culpados e depois submetê-los a julgamento. Porém, os Estados Unidos não querem recorrer às formas judiciais normais; preferem não apresentar prova alguma e se opõem à existência de uma jurisdição internacional. Mais ainda, quando o Haiti reivindicou a extradição de Emmanuel Constant (considerado responsável pela morte de milhares de pessoas após o golpe de Estado que depôs o presidente Jean-Bertrand Aristide, no dia 30 de setembro de 1991) e apresentou provas de sua culpa, o pedido não teve qualquer efeito em Washington. Nem sequer foi objeto de qualquer tipo de discussão.
Lutar contra o terrorismo implica reduzir o grau do terror, e não aumentá-lo. Quando o Exército Republicano Irlandês (IRA) comete um atentado em Londres, os britânicos não destroem Boston, cidade onde o IRA tem muito apoio, nem Belfast. Procuram os culpados e, na seqüência, os julgam. Uma forma de reduzir o grau de terror seria parar de contribuir para ele. Depois, refletir sobre as orientações políticas que criaram uma logística de apoio da qual, em seguida, se aproveitaram os mandantes do atentado. Nas últimas semanas, a tomada de consciência, pela opinião pública norte-americana, dos vários tipos de realidades internacionais (de cuja existência apenas as elites suspeitavam) constitui, talvez, um passo nesse sentido.
Noam Chomsky
Tradução de Iraci D. Poleti
Correio Brasiliense, Brasília, 23 de dezembro de 2001
Tradução de Iraci D. Poleti
Correio Brasiliense, Brasília, 23 de dezembro de 2001
Disponível em: http://www.geografiaparatodos.com.br/index.php?pag=sl14. Acesso em 25 de maio de 2014.
CONFLITOS MUNDIAIS
OS CONFLITOS MUNDIAIS
.Hoje existem cerca de 30 regiões no mundo onde ocorrem conflitos armados.
Os principais motivos dos conflitos são:
Étnicos – ETNIA – grupo de identidade unido por fatores biológicos (raça) e culturais (nacionalidade, língua religião, costumes.
Políticos e ideológicos.
Territoriais.
Econômicos.
Recursos naturais.
Os conflitos podem ser:
Externos: quando envolvem disputas entre dois ou mais países.
Internos: quando envolvem disputas entre grupos que pertencem a um único país.
Os principais conflitos mundiais da atualidade são:
A questão do ORIENTE MÉDIO.
O TERRORISMO EUROPEU.
O NARCOTRÁFICO NA AMÉRICA DO SUL.
OS CONFLITOS AFRICANOS.
ORIENTE MÉDIO: A Bíblia diz que Abraão gerou um filho, Isaac. Além de Isaac, gerou um filho bastardo, Ismael.Isaac tornou-se o pai de todos os judeus e Ismael, o pai de todos os árabe-palestinos. Uma guerra entre dois clãs irmãos, que atravessa mais de 5.000 anos.
1948 – Fundação do Estado de Israel, após acordo mediado pela ONU.
Os limites e os acordos sobre a distribuição territorial entre Judeus e Palestinos nunca foi totalmente respeitado e reconhecido por ambas as partes.
Fronteiras dividindo o território entre Judeus e Palestinos já foram marcadas e remarcadas diversas vezes, e sempre que está para ocorrer um acordo de paz entre ambas as partes, os radicais de ambos os lados acabam interferindo, dando continuidade à violência.
Interesses internacionais numa região estrategicamente situada entre três continentes, rica em petróleo, tornam as disputas ainda mais complexas. Questões étnico-religiosas misturam-se a questões políticas e econômicas. O fundamentalismo muçulmano age em forma de terrorismo, enquanto o capital judeu, oriundo principalmente dos Estados Unidos, financia a repressão Israelense. A violência acaba se estendendo a outros países da região, e mesmo a países distantes, porém envolvidos.
Alguns dos principais episódios deste conflito:
O assassinato dos atletas israelenses nas olimpíadas de Munique em 1972 – Setembro Negro.
A Guerra Irã X Iraque, entre 1980 e 1990.
A Guerra do Golfo entre 1990 e 1991.
O maior atentado terrorista da história, com a destruição das torres gêmeas de Nova York e milhares de mortos em 11 de setembro de 2001.
O TERRORISMO EUROPEU:
A Questão Basca - Na Espanha os bascos querem independência, o ETA – Exército Separatista Basco, pratica atos terroristas, apaziguados no momento.
A Questão Irlandesa - Irlanda do Norte - católicos querem a separação da Inglaterra - ações terroristas do IRA – Exército Republicano Irlandês. Destaque para o trabalho humanista e político do astro do rock Bono Vox.
O NARCOTRÁFICO NA AMÉRICA DO SUL:
O passado colonial, o subdesenvolvimento, as ditaduras e a instabilidade política estimularam o surgimento de movimentos guerrilheiros na América do Sul.
Tais movimentos, de inspiração socialista, devido à repressão desapareceram do continente nos anos 70, exceto na Colômbia onde a guerrilha das FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – associou-se sob condições circunstanciais ao narcotráfico internacional, já que a região amazônica é a maior, e a única produtora de cocaína do mundo, pois a planta de onde se extraí a cocaína, a coca, tem seu consumo culturalmente aceito e amplamente difundido entre as culturas andinas, uma vez que em forma de chá ou folha para mascar como é popularmente consumida, não possuí os devastadores efeitos da droga refinada.
Passagem obrigatória das ricas rotas de tráfico para a Europa, o reflexo do fortalecimento do narcotráfico na América do Sul é sentido de forma intensa no Brasil, onde se desenvolveu um Estado paralelo com base nas favelas cariocas, financiado pelo narcotráfico que investe pesado em armamentos e treinamento dos grupos organizados, gerando violência constante.
A QUESTÃO AFRICANA:
Continente marcado pelo subdesenvolvimento, pela miséria, pelo atraso político e social e recente passado colonial, na África ocorrem inúmeros conflitos, centrados principalmente em questões étnicas, guerras civis e disputas territoriais. É o maior desafio para o futuro da comunidade internacional.
Somália: guerra civil de insurgência muçulmana; Ruanda e Burundi: guerra de etnias entre Tutsis e Hutus; Angola e Uganda: guerras civis de motivo político; e mais conflitos em Mali, Senegal, Serra Leoa, Argélia, Chade, Sudão e vários outros.
OUTROS CONFLITOS E REGIÕES DE TENSÃO:
Cabe ressaltar que a região da península balcânica, com o fim dos regimes socialistas europeus nos anos 90 percebeu o ressurgimento de antigos conflitos nacionalistas originados na Idade Média.
Com o fim da Federação Iugoslava, Sérvios, Croatas e Bósnios enfrentaram-se numa sangrenta disputa de etnias, nacionalidades e hegemonia política que durou cerca de uma década.
No mesmo sentido decorrem hoje as tensões que se percebem em regiões da antiga União Soviética, como o separatismo Checheno e a questão da Geórgia.
Além da Europa, a Índia tem como um de seus obstáculos principais ao seu desenvolvimento incipiente as disputas étnico-religiosas e políticas que recaem sobre a região da Caxemira, em tensão com o Paquistão.
No extremo-oriente, os ainda sobreviventes regimes socialistas são o pivô de focos de tensão na região, como a questão da divisão das Coréias, a ocupação do Nepal pela China e outros focos, tais como o Vietnã.
Não somente os conflitos aqui relatados estão em andamento, como diversos outros ocorrem no momento.
Os principais motivos dos conflitos são:
Étnicos – ETNIA – grupo de identidade unido por fatores biológicos (raça) e culturais (nacionalidade, língua religião, costumes.
Políticos e ideológicos.
Territoriais.
Econômicos.
Recursos naturais.
Os conflitos podem ser:
Externos: quando envolvem disputas entre dois ou mais países.
Internos: quando envolvem disputas entre grupos que pertencem a um único país.
Os principais conflitos mundiais da atualidade são:
A questão do ORIENTE MÉDIO.
O TERRORISMO EUROPEU.
O NARCOTRÁFICO NA AMÉRICA DO SUL.
OS CONFLITOS AFRICANOS.
ORIENTE MÉDIO: A Bíblia diz que Abraão gerou um filho, Isaac. Além de Isaac, gerou um filho bastardo, Ismael.Isaac tornou-se o pai de todos os judeus e Ismael, o pai de todos os árabe-palestinos. Uma guerra entre dois clãs irmãos, que atravessa mais de 5.000 anos.
1948 – Fundação do Estado de Israel, após acordo mediado pela ONU.
Os limites e os acordos sobre a distribuição territorial entre Judeus e Palestinos nunca foi totalmente respeitado e reconhecido por ambas as partes.
Fronteiras dividindo o território entre Judeus e Palestinos já foram marcadas e remarcadas diversas vezes, e sempre que está para ocorrer um acordo de paz entre ambas as partes, os radicais de ambos os lados acabam interferindo, dando continuidade à violência.
Interesses internacionais numa região estrategicamente situada entre três continentes, rica em petróleo, tornam as disputas ainda mais complexas. Questões étnico-religiosas misturam-se a questões políticas e econômicas. O fundamentalismo muçulmano age em forma de terrorismo, enquanto o capital judeu, oriundo principalmente dos Estados Unidos, financia a repressão Israelense. A violência acaba se estendendo a outros países da região, e mesmo a países distantes, porém envolvidos.
Alguns dos principais episódios deste conflito:
O assassinato dos atletas israelenses nas olimpíadas de Munique em 1972 – Setembro Negro.
A Guerra Irã X Iraque, entre 1980 e 1990.
A Guerra do Golfo entre 1990 e 1991.
O maior atentado terrorista da história, com a destruição das torres gêmeas de Nova York e milhares de mortos em 11 de setembro de 2001.
O TERRORISMO EUROPEU:
A Questão Basca - Na Espanha os bascos querem independência, o ETA – Exército Separatista Basco, pratica atos terroristas, apaziguados no momento.
A Questão Irlandesa - Irlanda do Norte - católicos querem a separação da Inglaterra - ações terroristas do IRA – Exército Republicano Irlandês. Destaque para o trabalho humanista e político do astro do rock Bono Vox.
O NARCOTRÁFICO NA AMÉRICA DO SUL:
O passado colonial, o subdesenvolvimento, as ditaduras e a instabilidade política estimularam o surgimento de movimentos guerrilheiros na América do Sul.
Tais movimentos, de inspiração socialista, devido à repressão desapareceram do continente nos anos 70, exceto na Colômbia onde a guerrilha das FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – associou-se sob condições circunstanciais ao narcotráfico internacional, já que a região amazônica é a maior, e a única produtora de cocaína do mundo, pois a planta de onde se extraí a cocaína, a coca, tem seu consumo culturalmente aceito e amplamente difundido entre as culturas andinas, uma vez que em forma de chá ou folha para mascar como é popularmente consumida, não possuí os devastadores efeitos da droga refinada.
Passagem obrigatória das ricas rotas de tráfico para a Europa, o reflexo do fortalecimento do narcotráfico na América do Sul é sentido de forma intensa no Brasil, onde se desenvolveu um Estado paralelo com base nas favelas cariocas, financiado pelo narcotráfico que investe pesado em armamentos e treinamento dos grupos organizados, gerando violência constante.
A QUESTÃO AFRICANA:
Continente marcado pelo subdesenvolvimento, pela miséria, pelo atraso político e social e recente passado colonial, na África ocorrem inúmeros conflitos, centrados principalmente em questões étnicas, guerras civis e disputas territoriais. É o maior desafio para o futuro da comunidade internacional.
Somália: guerra civil de insurgência muçulmana; Ruanda e Burundi: guerra de etnias entre Tutsis e Hutus; Angola e Uganda: guerras civis de motivo político; e mais conflitos em Mali, Senegal, Serra Leoa, Argélia, Chade, Sudão e vários outros.
OUTROS CONFLITOS E REGIÕES DE TENSÃO:
Cabe ressaltar que a região da península balcânica, com o fim dos regimes socialistas europeus nos anos 90 percebeu o ressurgimento de antigos conflitos nacionalistas originados na Idade Média.
Com o fim da Federação Iugoslava, Sérvios, Croatas e Bósnios enfrentaram-se numa sangrenta disputa de etnias, nacionalidades e hegemonia política que durou cerca de uma década.
No mesmo sentido decorrem hoje as tensões que se percebem em regiões da antiga União Soviética, como o separatismo Checheno e a questão da Geórgia.
Além da Europa, a Índia tem como um de seus obstáculos principais ao seu desenvolvimento incipiente as disputas étnico-religiosas e políticas que recaem sobre a região da Caxemira, em tensão com o Paquistão.
No extremo-oriente, os ainda sobreviventes regimes socialistas são o pivô de focos de tensão na região, como a questão da divisão das Coréias, a ocupação do Nepal pela China e outros focos, tais como o Vietnã.
Não somente os conflitos aqui relatados estão em andamento, como diversos outros ocorrem no momento.
Postado por
Prof. Douglas Gregorio
Disponível em: http://kafenacoca.blogspot.com.br/2009/04/resumo-de-aula-os-conflitos-mundiais-3s.htm. Acesso em 25 de maio de 2014
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