domingo, 1 de junho de 2014

PLANTAS PURIFICADORAS DO AR DA SUA CASA

NASA publica espécies de plantas caseiras que purificam o ar da sua casa!

Manter uma boa qualidade do ar no interior de sua casa (ou de seu escritório) é um fator extremamente importante, especialmente porque muitos de nós e/ou nossos familiares passam a maior parte do tempo dentro de ambientes fechados.
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A agência espacial americana NASA realizou um estudo para descobrir quais eram as melhores plantas para filtrar o ar da estação espacial, e os seus resultados estão disponíveis para todos.
Fizemos uma seleção das espécies de plantas publicadas no estudo e organizamos seus links. É importante ressaltar que uma determinada espécie de planta pode possuir diversos nomes vulgares a depender do local, cultura e hábito da população. Assim colocamos os nomes vulgares publicados no estudo e o nome científico ao lado. Com isso sua busca ficará muito mais fácil!
Os links lhe encaminharão para uma página com diversas informações sobre a espécie, como quais substancias as plantas estão filtrando, como p.ex.: absorvendo formaldeído, benzeno e / ou tricloroetileno, entre outros.
Via Wikipedia:
    • Golden pothos or Devil’s ivy (Scindapsus aures or Epipremnum aureum)
    • Snake plant or mother-in-law’s tongue (Sansevieria trifasciata‘Laurentii’)
    • Pot Mum or Florist’s Chrysanthemum (Chrysantheium morifolium)
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Fonte: NASA, Wikipedia, treehugger

Disponível em: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=1427517636150935652#editor/target=post;postID=3087456936394323252. Acesso em 01 de junho de 2014.

JÁ VIVEMOS EM UM MUNDO MULTIPOLAR?




Emir Sader

A mais importante virada da história contemporânea foi propiciada pelo fim da guerra fria, momento em que um dos campos da era bipolar desapareceu, abrindo caminho para um mundo unipolar, sob a hegemonia imperial norteamericana.

De imediato os EUA passaram a se valer de sua inquestionável superioridade, buscando transferir os conflitos para o enfrentamento miliar. O ápice dessa política de militarização dos conflitos se deu no Afeganistão, no Iraque e na Líbia. Ainda que sob formas relativamente distintas, o desenlace dos conflitos se deu pela via militar – invasão, ocupação, bombardeio, derrubada dos governos.

Mesmo com desgastes, essa via se impunha até recentemente
sem
que aparecessem obstáculos para que a dominação norteamericana se impusesse. Até que o conflito com a Síria, que se encaminhava para um bombardeio do território desse país, teve uma virada inesperada, com uma proposta de acordo formulada pelo Ministro de Relações dos EUA e aceita pelos EUA.

Acontece que os desgastes anteriores começavam a desgastar a capacidade hegemônica dos EUA. Foi muito significativo que a primeira rejeição a participar do bombardeio viesse do maior aliado estratégico dos EUA – da Grã Bretanha -, com a negativa do Parlamento britânico a acompanha os EUA em uma nova aventura, como consequência direta dos desgastes da invasão do Iraque, em que o ex-primeiro ministro Tony Blair saiu desgastado, por ter jogado seu prestígio numa versão que se revelou falsa.

Obama teve que aceitar a oferta russa porque, além de tudo, não conseguiu apoio da opinião pública dos EUA, sem vontade de que o país se metesse em uma nova guerra, com consequências imprevisíveis, como tampouco dos militares, a quem a ideia de um “bombardeio cirúrgico” não tinha convencido. E, como relatou o próprio Obama, nem de sua família ele conseguiu apoio.

A passagem a um clima de acordo sobre a Síria se estendeu ao Irã – inclusive pelos vínculos diretos que tem os dois conflitos -, valendo-se também da eleição de um novo presidente no Irã. Em ambos os casos, mesmo com dificuldades, há avanços, projetando paralelamente a Russia como novo grande protagonista da negociação dos conflitos contemporâneos. Pela primeira vez, desde o fim da guerra fria, os EUA tiveram que limitar sua ação baseada na força, para aceitar termos políticos de acordos negociados entre governos.

O caso da Ucrânia, mesmo com características distintas, confirma essa nova tendência. Com o final da guerra e a desaparição do campo socialista, as potências ocidentais avançaram com grande codícia sobre os países até ali participantes desse campo, incorporando-os à União Europeia e inclusive à Otan.

A  Ucrânia é um caso especial, porque se localiza na fronteira da Rússia e porque a Crimeia tem um porto essencial para o país, em termos comerciais e militares.  A forma violenta com que as forças pro-União Europeia atuaram – decretando inclusive a proibição do idioma russo – enfraqueceu mais ainda sua capacidade

A realidade é que se desatou uma dinâmica centrifuga, em que as potências ocidentais denunciam a ação da Russia como força que estaria impulsionando o desmembramento da Ucrânia. Conforme aumenta a ira da imprensa ocidental, se veem confrontados com a impossibilidade de intervir, gerando-se uma situação a mais de limites da ação dos EUA.

Conforme as potências ocidentais se viam limitadas a medidas inoquas de punição à Russia, Putin se reunia com Xi Jinping, para acertar um grande acordo energético, assim como uma estratégia de desdolarização do comércio entre os dois países. Em todos os seus aspectos os acordos contribuem a configurar campos próprios de ação, em oposição ao boco dirigido pelos EUA. No próprio conflito ucraniano, enquanto os EUA contam com seus tradicionais aliados europeus – com distintos graus de coincidência – a Russia conta com os países do Brics.

Os acordos entre a China e a Rússia, o fortalecimento dos Brics e os processos de integração regional na América Latina são elos do que pode chegar a ser um mundo multipolar. Os próximos anos confirmarão ou não esta perspectiva.
Disponível em: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=1427517636150935652#editor/target=post;postID=4107654884389033894. Acesso em: 01 de junho de 2014.