O
ESPAÇO EDUCATIVO DO COLÉGIO ESTADUAL LUÍS EDUARDO MAGALHÃES DE BOTUPORÃ - BAHIA
O colégio comporta uma boa estrutura
física, com salas de aulas espaçosas, sala de vídeo, sala de informática,
biblioteca, sala de professores, sala da coordenação pedagógica, secretaria,
quadra poliesportiva, pátio e um bom quadro de professores. É considerada uma
escola de médio porte, pois estudam mais de oitocentos alunos em três turnos.
Conta com um projeto político
pedagógico construído pela comunidade escolar, cujo seu diagnóstico demonstra
que o “trabalho coletivo ainda está restrito a um pequeno grupo de professores
e alunos da escola com pequena participação dos demais integrantes da
comunidade escolar.” E ainda que ”os relacionamentos da Escola com a Comunidade
precisam ser ampliados através de projetos sociais, os quais proporcionem maior
participação da família e da comunidade, contribuindo assim para a construção
de uma sociedade mais participativa”. E por final cita que “de acordo com esse
diagnóstico, o CELEM procura seguir a sua missão (Educando para formar cidadãos
capazes de contribuir para a qualidade de vida), construindo sua identidade e
buscando unidade na ação”. Os seus órgãos auxiliares têm o objetivo de auxiliar
na administração da escola.
Porém, faz-se necessário uma reflexão
maior sobre a relação “Teoria e Prática”, pois se tratando da construção
coletiva do espaço educacional, pouco se constrói caso fique somente no campo
das idéias, se estas não conseguirem ser demonstradas na prática, inclusive
para ser avaliadas e aperfeiçoadas naquilo que for cabível. A cada dia os
educando precisam verificar a comprovação prática das idéias, se não elas se
tornam vazias e sem importância, perdendo assim a sua eficácia na transformação
do meio.
Por outro lado, parte do seu espaço
físico é pouco utilizado para fins educativos.
Seu “quintal” poderia ser mais bem aproveitado com o desenvolvimento de
projeto de viveiro de mudas; construção de hortas escolares; prática de
jardinagem; experiência com minhocário; composto orgânico; plantas medicinais
da região; experiência com abelhas nativas; construção de um museu de
geociência ao ar livre; áreas com exemplo dos biomas característicos da região;
espaços nos muros para a prática de grafites ou outros tipos de pinturas.
A escola apresenta um potencial enorme
que poderia ser mais bem explorado se houver um esforço conjunto da direção,
coordenação pedagógica, professores, funcionários e alunos, em fim toda a
comunidade escolar neste objetivo. Porém a prática educacional ainda está muito
voltada para as atividades; somente em sala de aula, deixando de aproveitar o
espaço externo da escola onde poderia ser desenvolvidas aulas de campo e
experiências em pequeno espaço, demonstrando a viabilidade da sustentabilidade
ambiental. Se isso acontecesse, o estudo poderia se tornar mais significativo e
as experiências vistas em sala de aula poderia ser demonstrada na prática neste
espaço.
No entanto, para que essas
possibilidades se transformem em práticas. Faz-se necessário uma reformulação no
projeto político pedagógico, e nesta oportunidade poderiam ser discutidas essas
propostas, assim como, acrescidas de outras que pudessem vir da comunidade
escolar, e num esforço conjunto construir um plano de ação definindo o papel e
as responsabilidades de cada um na execução deste projeto. Sendo que essa
experiência deveria ser avaliada a cada unidade no sentido de corrigir as
possíveis falhas e aperfeiçoar o trabalho.
Se tudo isso vir a ser realidade talvez
a escola se torne um espaço onde a realidade de fato deva ser analisada e ao
mesmo tempo apresentada as propostas de mudança através do desenvolvimento de
experiências providas dos professores e estudantes transformando assim num
espaço de construção e experimentação dos conhecimentos produzidos.
O espaço físico e algumas condições já
existem, o que falta é pouco, se todos estiverem dispostos, é possível com o
esforço conjunto do poder publico e da comunidade escolar através de projetos
para implantação de experiências de desenvolvimento sustentável no âmbito
escolar. As diversas áreas do conhecimento precisam repensar o seu papel no
processo educativo escolar, aja visto que o comportamento dos alunos demonstra
pouco apreço pela forma como tem sido trabalhado os conteúdos em sala de aula,
em outras palavras eles querem e precisam de mudança, para que não percam ainda
mais o estímulo pelo estudo e pela pesquisa na construção do conhecimento. Antonio Matias de Souza.
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