sexta-feira, 2 de maio de 2014

O DIÁLOGO E A INTEGRAÇÃO: CAMINHO PARA A PEVENSÃO DO USO DE DROGAS NA ESCOLA



O diálogo e a integração entre os diversos seguimentos que atuam no espaço escolar são fundamentais na construção de um projeto de prevenção contra o uso de drogas entre jovens e adolescentes. O envolvimento de todos os atores na construção de um processo de educação e valorização do ser humano é muito importante, pois, cada um pode dar a sua contribuição na construção de um espaço que valorize e escute os estudantes, sendo parceiros dos mesmos na construção de sonhos e projetos visando uma convivência pacífica e construtora de sabedoria no espaço escola e na vida de cada um.
       “A escola será fortalecida à medida que fortalecer suas parcerias e na construção de sua rede, estabelecer importantes trocas baseadas na perspectiva da cooperação, segundo os valores da vida coletiva que são incentivados e amplificados no cotidiano escolar” (SUDBRACK et al, 2012, p.79). O fortalecimento das parcerias contribui para a realização do dialogo e pactos permanentes entre os membros da comunidade escolar, a troca de experiência e saberes ajudarão na construção de relações mais fortes e compromissadas com o presente e o futuro dos nossos educandos.
Os estudantes precisão ser ouvidos pelos professores, pelos pais e mães, pelos funcionários, pela direção da escola e pela comunidade em geral. Os maiores conhecedores dos problemas que os envolvem são eles mesmos, precisamos nos colocar ao seu lado não para punir, mas para construir com eles uma relação de confiança mútua, capaz de ajudá-los a compreender as crises que muitos deles podem estar passando e junto com eles construir caminhos viáveis para a superação de tais dificuldades. Leonardo Boff em seu livro CRISE, Oportunidade de Crescimento nos diz que “o homem-na-crise e a mulher-na-crise não podem ficar indiferentes. São globalizados em toda a sua existência. Não podem ficar na indecisão de viver sem sentido. Urge encontrar uma saída libertadora”. Cabe a nos responsáveis e corresponsáveis no processo educativo encontrar a saída libertadora sugerida por (BOFF, 2002, p.42).
Precisamos ajudar os estudantes a encontrar o seu próprio caminho, sem forçá-los a nada, mas nos colocando a disposição, sempre do lado deles caso eles precisem de nós. Lembrando o que diz Paulo Freire em seu livro PEDAGOGIA DA AUTONOMIA, “Ninguém é autônomo primeiro para depois decidir. A autonomia vai se construindo na experiência de várias, inúmeras decisões, que vão sendo tomadas.” (FREIRE, 2001, p.120).
Cabe a escola oferecer momentos de reflexões sobre os diversos desafios encontrados pela humanidade e pela juventude em particular, e contar com os diversos parceiros para participar juntos dessa reflexão, construindo um dialogo permanente em rede, para que os jovens estudantes sintam seguros nas tomadas de suas decisões e para que a escola sinta fortalecida e capaz de ajudar os jovens e suas famílias a encontrar os caminhos necessários de superação aos desafios encontrados no mundo atual cheio de inúmeros tipos de violência, mas também cheios de oportunidades possíveis para superá-las. Na perspectiva de SUDBRACK et al,(2012,p.78):
“Cabe a todos os atores adquirir competências mediadoras no desenvolvimento de uma “cultura de mediação”, na qual se promove a paz a partir do enfrentamento adequado das situações, ou seja, buscando a resolução de conflitos ou a minimização de suas consequências e a responsabilidade de cada uma das partes pelo que lhe cabe na origem, na manutenção ou ampliação do problema ou da situação de violência em foco”.
O desafio está lançado, e a disposição de buscar parcerias na concretização do projeto também. O diálogo permanente será o método mais eficaz para que os objetivos traçados sejam atingidos e os resultados alcançados. A disposição de avaliar e replanejar com os parceiros caso seja necessário, também será uma constante. O projeto terá seus objetivos geral e específicos a ser realizados, porém estará aberto para possíveis mudanças a partir das avaliações  e planejamentos feitos com os parceiros envolvidos.
                                                                                                     Antonio Matias de Souza

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